Mateus Simões propõe troca de comando na Cemig SIM para investigar irregularidades
Proposta do governador de Minas Gerais visa conduzir investigação sobre eventuais esquemas ilícitos na subsidiária de energia solar.
Por Redação Diário Local
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), propôs a transferência do atual CEO da Cemig SIM, Alexandre Ramos Peixoto, e do vice-presidente jurídico, Sérgio Pessoa de Castro, para novos postos na companhia. O movimento tem como objetivo conduzir uma investigação aprofundada sobre possíveis irregularidades e esquemas ilícitos dentro da subsidiária voltada ao setor de energia solar.
A proposta de remanejamento ocorre em um cenário de tensão política e suspeitas de corrupção na Cemig SIM. Segundo o governador, a medida é necessária para proteger a integridade da estatal, dado que Minas Gerais é o estado com maior produção de energia fotovoltaica no Brasil.
Simões afirmou que os dois executivos escolhidos serão os responsáveis por liderar essa apuração interna. O governador ressaltou que o governo estadual não pode permitir que a companhia seja utilizada para qualquer atividade que não seja estritamente lícita.
O anúncio da movimentação acontece após a demissão de Rubens Soalheiro, que atuava como diretor comercial da Cemig SIM. Soalheiro foi citado em investigações da Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento com o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A reestruturação no comando da subsidiária acontece em um período sensível, próximo às eleições gerais de outubro. O governador já havia sinalizado a intenção de realizar alterações na gestão da estatal mineira diante das recentes articulações políticas no estado.
Alexandre Ramos Peixoto, que figura como o principal nome da proposta de troca, possui histórico no setor elétrico. Antes de assumir a posição na Cemig SIM, ele ocupou a presidência da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Caso a transferência de Ramos Peixoto seja efetivada, o Conselho de Administração da Cemig precisará se reunir para decidir quem ocupará as funções deixadas pelos executivos. A definição dos novos ocupantes das cadeiras vagas na estrutura da subsidiária ainda depende dessa deliberação.
A gestão da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) passa, agora, por um processo de auditoria que busca apurar os fatos citados pela Polícia Federal. A prioridade do governo é garantir a conformidade técnica e jurídica da unidade de energia solar da estatal.
