Renan Santos afirma que marqueteiro de Augusto Cury contratou influenciadores para campanha
Candidato da Missão afirma que estratégia de Augusto Cury buscou gerar efeito positivo nas redes sociais após debate.
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência pela Missão, Renan Santos, afirmou nesta sexta-feira (28) que o grupo de Augusto Cury contratou influenciadores para defender a candidatura do adversário e gerar um efeito positivo nas redes sociais.
Em publicação realizada no X, Renan questionou a estratégia de campanha de Cury e afirmou que seu grupo político é superior. O candidato mencionou ainda que, embora o grupo de Cury tenha tempo de TV, a utilização de influenciadores é uma tentativa de impacto digital.
O que motivou as declarações?
As críticas de Renan Santos surgem após a participação de Augusto Cury no debate realizado no último domingo (23), que gerou uma onda de vídeos favoráveis ao candidato na internet. Nos dias seguintes, diversos criadores de conteúdo passaram a publicar materiais exaltando a trajetória de Cury, citando sua formação profissional, carreira como escritor e seu patrimônio.
Entre os influenciadores que publicaram vídeos de apoio estão o funkeiro Nego do Borel, que afirmou ter se interessado pelo candidato após assistir ao debate, e o influenciador Dailton Rolim. O empreendedor Robert Resende também destacou atributos pessoais e profissionais de Cury em suas redes sociais.
A coach de performance Natalia Tezelli mencionou o livro 'Armadilhas da Mente', de autoria de Cury, como um dos pontos positivos. Ela também ressaltou o patrimônio declarado do candidato, que é de R$ 242 milhões, como um diferencial em sua trajetória.
Regras para influenciadores na campanha
A legislação eleitoral permite que influenciadores façam manifestações espontâneas de apoio a candidatos nas redes sociais. No entanto, é vedada a contratação ou o pagamento de valores para que esses criadores realizem propaganda eleitoral.
A distinção entre o apoio voluntário e a publicidade financiada é um ponto central de controle para as autoridades. A assessoria de Augusto Cury negou ter contratado ou remunerado qualquer influenciador para a divulgação de conteúdos em apoio ao candidato.
De acordo com a última pesquisa Quaest, divulgada em 14 de agosto, Augusto Cury possuía 2% das intenções de voto para o primeiro turno.
