Meta afirma que falhas em posts de Lula foram causadas por problemas técnicos
Empresa nega favorecimento a Flávio Bolsonaro após campanha de Lula acionar o TSE por suspeita de interferência eleitoral.
Por Redação Diário Local
A Meta, empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, afirmou que problemas técnicos explicam as falhas de distribuição de publicações relatadas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota divulgada neste domingo (11), a companhia negou que esteja beneficiando o candidato ao 2º turno, Flávio Bolsonaro (PL), na disputa eleitoral.
A declaração ocorre após a campanha petista acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) por suspeitas de interferência eleitoral. O Partido dos Trabalhadores sustenta que a plataforma restringiu o alcance de conteúdos favoráveis a Lula e apresentou falhas no impulsionamento de postagens.
Em comunicado, a Meta classificou as acusações como falsas e afirmou que os problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas. A empresa declarou que cumpre as normas eleitorais e mantém o compromisso com a isonomia no uso de suas plataformas por todos os usuários.
A campanha de Lula contesta a justificativa da empresa e afirma que não foram apresentadas evidências de que as falhas tenham atingido outros candidatos no país. O PT alega, ainda, que a conta de anúncios do presidente foi desativada durante o 1º turno e que houve interrupções no número de visualizações de diversas publicações.
Um levantamento realizado pela Secretaria Nacional de Comunicação do PT aponta disparidades no engajamento das redes. Segundo a sigla, o perfil de Flávio Bolsonaro registrou, em média, 2,96 vezes mais engajamento que o de Lula, embora o candidato do PL possua 17,2% menos seguidores.
No sábado (10), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou que a Meta apresente explicações técnicas detalhadas no prazo de 48 horas. A empresa deverá explicar eventuais limitações na entrega de conteúdos, mudanças em métricas de visualização e os motivos para a desativação da conta de anúncios da campanha petista.
O magistrado também cobrou detalhes sobre uma suposta rede de 255 perfis automatizados no Instagram. De acordo com a coligação de Lula, esses perfis teriam sido utilizados para divulgar conteúdos contrários ao atual presidente.
Após a resposta da Meta, a campanha petista e a Procuradoria Geral Eleitoral terão 24 horas para se manifestar. Somente depois desse prazo será realizada a análise do pedido de urgência apresentado à Justiça Eleitoral.
