Michel Temer afirma ser alvo de deepfake com críticas ao STF
O ex-presidente afirma que vídeos falsos utilizam sua imagem e voz para simular ataques ao Supremo Tribunal Federal.
Por Redação Diário Local
O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou, nesta quinta-feira (9), que é alvo de vídeos falsos produzidos com ferramentas de inteligência artificial, conhecidos como deepfakes. Segundo o político, as gravações simulam sua imagem e sua voz para atribuir a ele críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota oficial, Temer declarou que os conteúdos que circulam nas redes sociais são inteiramente fraudulentos e criminosos. O ex-presidente negou ter proferido as declarações apresentadas nas montagens digitais, reforçando que sua trajetória pública é pautada pelo respeito às instituições.
O ex-presidente informou que medidas legais já estão sendo adotadas para identificar e responsabilizar os autores dos vídeos. A intenção é combater as simulações que utilizam inteligência artificial para atribuir falas que não foram ditas pelo político.
A denúncia sobre os conteúdos falsos ocorre em um período de movimentação política. Na última segunda-feira (6), Temer declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da eleição presidencial.
Em vídeo divulgado em suas redes sociais, o ex-presidente defendeu a ideia de que a sociedade brasileira busca uma "reconexão". Na ocasião, ele utilizou a frase: "reconexão é Flávio".
A disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está marcada para o próximo domingo (25). O pleito definirá o sucessor para o próximo mandato no país.
No primeiro turno da eleição, o senador Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos. No mesmo período, o presidente Lula recebeu 45,16% dos votos.
O caso dos deepfakes levanta alertas sobre o uso de tecnologias de manipulação de imagem e áudio no ambiente digital, especialmente em contextos de disputas eleitorais e críticas a órgãos de cúpula do Judiciário.
