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Eleições

Apenas duas mulheres lideram candidaturas à presidência em 2026; número é menor que em 2022

Com o primeiro turno previsto para 4 de outubro, cenário aponta retrocesso na representatividade feminina em comparação ao pleito de 2022.

Por Redação Diário Local

Apenas duas mulheres estão registradas como candidatas à presidência da República para as eleições de 2026. O número de candidaturas femininas no topo das chapas é inferior ao registrado no último pleito, em 2022, quando quatro mulheres disputaram o cargo.

As candidatas registradas para a disputa presidencial são Samara Martins (UP) e Clariana Barão (DC). Ambas representam partidos que não possuem representação expressiva no Congresso Nacional. Além das candidatas à presidência, outras cinco mulheres concorrem em postos de vice-presidente.

O primeiro turno das eleições está marcado para o domingo (04) de outubro, com a possibilidade de um eventual segundo turno em 25 de outubro (25).

A redução no número de candidatas levanta preocupações entre analistas sobre a pluralidade de vozes no debate público. A presença de mulheres em cargos de destaque é considerada fundamental para que pautas relacionadas à igualdade de gênero, saúde e direitos sociais ganhem prioridade na agenda política nacional.

Por que a representatividade feminina diminuiu?

A queda no número de mulheres na disputa pelo comando do país está ligada a uma combinação de fatores políticos e estruturais. Entre os principais obstáculos estão a dificuldade em obter apoio partidário consolidado e o acesso desigual a recursos de campanha e tempo de televisão.

A fragmentação partidária e a formação de alianças também influenciam o cenário, pois costumam priorizar nomes masculinos já estabelecidos na política. O sistema atual tende a favorecer figuras tradicionais, o que torna o caminho para novas lideranças femininas mais difícil.

Especialistas apontam que a sub-representação de mulheres e de minorias raciais no comando de chapas pode impactar a qualidade da democracia. A ausência de perspectivas diversas no topo do Poder Executivo pode resultar em políticas públicas que não atendam plenamente às necessidades de toda a população.

Como foi o cenário em eleições anteriores?

A participação de mulheres nas candidaturas à presidência tem apresentado oscilações ao longo dos últimos ciclos eleitorais. No pleito de 2022, quatro mulheres concorreram ao cargo, com o destaque para a terceira colocação alcançada por Simone Tebet.

Em 2018, o número de candidatas à presidência foi de duas mulheres. Já no ano de 2014, três mulheres lideraram chapas presidenciais, incluindo a então presidente Dilma Rousseff, que foi reeleita naquele período.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.