Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço disputam segundo turno pelo governo do Espírito Santo
O ex-prefeito de Vitória liderou o primeiro turno com 49,65% dos votos válidos e enfrentará o atual governador no segundo turno.
Por Redação Diário Local
Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) disputam o segundo turno para o governo do Espírito Santo. Pazolini, ex-prefeito de Vitória, liderou o primeiro turno com 49,65% dos votos válidos e enfrentará o atual governador, que obteve 34,07% dos votos.
O resultado foi consolidado com 99,62% das urnas apuradas. O desempenho de Pazolini marca uma mudança no cenário em relação à última pesquisa Quaest, realizada antes da votação e divulgada em 25 de setembro, quando Ferraço aparecia na frente com 33% das intenções de voto.
O cenário do primeiro turno
A disputa pelo Palácio Anchieta foi definida pela polarização entre a continuidade e a mudança. Ferraço representa o grupo político que está no poder desde 2019 e assumiu o governo este ano após a saída de Renato Casagrande, que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado.
A campanha de Ferraço focou na estabilidade administrativa, aproveitando a alta popularidade da gestão anterior. Segundo levantamento da Quaest no primeiro semestre, o governo Casagrande registrou 77% de aprovação e 18% de desaprovação.
Por outro lado, Pazolini se posicionou como a principal alternativa de oposição. O ex-prefeito de Vitória buscou o eleitorado de direita e consolidou sua candidatura entre o segmento conservador durante o processo eleitoral.
Perfil dos candidatos
Ricardo Ferraço, de 63 anos, tem trajetória no Legislativo e no Executivo. Ele já foi deputado estadual, deputado federal, senador e vice-governador. Ferraço assumiu o governo do estado em 2026, após a saída do antecessor para o Senado.
Lorenzo Pazolini, de 44 anos, é ex-delegado de polícia e exerceu dois mandatos como prefeito de Vitória. Sua candidatura foi estruturada com um discurso de renovação administrativa e identidade voltada ao campo conservador.
Expectativas para o segundo turno
Com a confirmação do segundo turno, os candidatos devem buscar novos apoios. A tendência é que Pazolini herde o eleitorado de direita e busque adesões de legendas de centro-direita.
Ferraço deve tentar atrair lideranças e partidos de setores mais à esquerda, buscando manter o perfil de continuidade administrativa do grupo governista.
