Pesquisa Quaest mostra crescimento de Augusto Cury e volatilidade nas eleições presidenciais
Dados mostram alta de intenções de voto para candidato do Avante e 41% de eleitores indecisos antes do primeiro turno.
Por Redação Diário Local
As eleições presidenciais de 2026 apresentam um cenário de alta volatilidade e imprevisibilidade, influenciado por investigações em curso e pelo mal-estar econômico da população. Dados da pesquisa Quaest indicam que, enquanto os líderes das polarizações enfrentam altas rejeições, o candidato Augusto Cury, do Avante, demonstra crescimento entre eleitores independentes e moderados.
O levantamento aponta que o cenário eleitoral está sujeito a mudanças rápidas devido ao alto número de indecisos, que somam 41% na menção espontânea. Esse grupo, somado aos que buscam perfis 'outsider' (20%) ou moderados (17%), forma um bloco que supera o piso de intenções de voto de Lula e Flavio Bolsonaro, abrindo caminho para uma possível terceira via.
Augusto Cury registrou avanço nas intenções de voto, mantendo-se no limite da margem de erro com 8% nos dados mais recentes. Na semana anterior, o candidato havia atingido 10%, um salto que reflete o interesse de eleitores independentes, que representam cerca de 32% do eleitorado nacional.
Rejeição e polarização
A disputa é marcada por altos índices de desaprovação dos principais nomes. Flavio Bolsonaro possui 55% de rejeição, enquanto o presidente Lula registra 53%. Analistas apontam que esse cenário de desgaste pode favorecer a transferência de votos e o engajamento de novos perfis, caso consigam comunicar propostas de futuro que fujam da polarização política.
O crescimento de Cury tem sido observado também entre o eleitorado cristão, o que pode impactar a trajetória de outros candidatos. O perfil do candidato é visto como um possível antídoto aos conflitos das redes sociais, atraindo especialmente mulheres que buscam reduzir o acirramento da violência política no país.
Contexto de crise e economia
O clima eleitoral é atravessado por uma percepção de crise de Estado, impulsionada por investigações envolvendo o "Caso Master" e o "Caso INSS". No âmbito judicial, processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e investigações da Polícia Federal sobre o uso de emendas parlamentares e financiamento de produções cinematográficas têm gerado tensões entre ministros da Corte.
Somado ao cenário político, o endividamento das famílias pesa sobre o governo. Atualmente, 82% dos brasileiros estão endividados, o que gera um mal-estar com a queda do poder de compra e impacta diretamente a avaliação do poder incumbente às vésperas do primeiro turno, previsto para a sexta-feira (4 de outubro).
Com o primeiro turno marcado para o dia 4 de outubro (4), a corrida presidencial permanece aberta e sujeita a movimentos inesperados na reta final, dependendo da capacidade de candidatos de centro de consolidarem suas propostas junto ao eleitorado que ainda não definiu o voto.
