Pesquisa Quaest mostra divisão sobre possível interferência estrangeira nas eleições de 2026
Levantamento aponta que 48% dos brasileiros não veem possibilidade de ação de outros países no pleito, enquanto 45% acreditam que pode ocorrer.
Por Redação Diário Local
Uma pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (17) aponta que 48% dos brasileiros entrevistados não acreditam na possibilidade de países estrangeiros interferirem nas eleições de 2026. O levantamento mostra uma divisão entre os eleitores, com 45% afirmando que a interferência pode ocorrer e 7% que não souberam ou não responderam à pergunta.
O estudo revela que a percepção sobre o risco de intervenção externa varia de acordo com o posicionamento político dos respondentes. Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, 64% acreditam que há possibilidade de interferência estrangeira, enquanto 31% negam o risco.
O cenário inverso ocorre entre os lulistas. Neste grupo, 60% dos entrevistados afirmam que não existe chance de intervenção de outros países no pleito de 2026, ao passo que 33% acreditam que a interferência é possível.
Quem seria beneficiado pela influência estrangeira?
Para o grupo de pessoas que considera possível uma interferência de outros países, a maioria (57%) acredita que a influência de presidentes estrangeiros beneficiaria candidatos da direita. Por outro lado, 22% desse segmento entende que a atuação externa ajudaria candidatos da esquerda, e 5% acreditam que os benefícios seriam iguais para ambos os lados.
O enquadramento sobre quem ganharia com a influência externa também apresenta divergências de perfil. Entre os bolsonaristas, 71% acreditam que a interferência de um presidente de fora favoreceria a direita, enquanto 16% veem ganho para a esquerda.
Já entre os lulistas, 54% afirmam que a influência estrangeira beneficiaria um candidato de direita e 29% acreditam que o ganho seria para a esquerda. No grupo dos eleitores independentes, 45% veem vantagem para a direita e 22% para a esquerda.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 10 e nesta quinta-feira (13). A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06773/2026.
