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Investigação

Mensagens da PF indicam pedido de quadro de R$ 100 mil por ex-assessor de Lula

Defesa de Marco Aurélio Santana Ribeiro nega recebimento de obra e afirma que mensagens interceptadas não representam cobrança real

Por Redação Diário Local

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) indicam que o ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, teria pedido um quadro avaliado em 100 mil euros à lobista Roberta Luchsinger. Os diálogos são tratados pelos investigadores como um possível indício de pagamento de vantagens indevidas ao ex-assessor.

Segundo a investigação, Roberta Luchsinger — que é alvo de apurações por suposta intermediação de interesses de empresários junto ao governo federal — chegou a enviar uma fotografia de uma obra para Ribeiro. Nas mensagens, a lobista pergunta se ele havia gostado de um quadro de um artista português e informa que a peça estava sendo emoldurada para entrega.

Em resposta ao diálogo, Marco Aurélio teria enviado a mensagem: “E meu quadro? Kkk”. A Polícia Federal busca agora esclarecer o teor dessas conversas no âmbito de investigações que envolvem também o alvo conhecido como Lulinha e possíveis conexões com Antônio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”, investigado por fraudes em benefícios previdenciários.

A defesa de Marco Aurélio

A defesa de Marco Aurélio Santana Ribeiro nega o recebimento de qualquer obra de arte ou objeto de valor. Os advogados afirmam que o ex-chefe de gabinete jamais recebeu o quadro mencionado e argumentam que o uso da expressão “kkk” na mensagem demonstra que o comentário não configurava uma cobrança real.

Os representantes de Ribeiro também alegaram que o inquérito vem sofrendo vazamentos parciais com o objetivo de distorcer o conteúdo da investigação. Segundo a defesa, o ex-assessor nunca intermediou negociações ou encaminhou documentos referentes a processos de compras ou licitações públicas.

Outras linhas de apuração

A investigação da Polícia Federal também identificou comunicações sobre a compra de joias de diamante, avaliadas em R$ 9,2 mil, para o ex-chefe de gabinete. Além disso, a PF apura se houve articulação para a aquisição de medicamentos à base de cannabis pelo Ministério da Saúde sem o devido processo de licitação.

Os diálogos analisados incluem modelos de contrato relacionados a esse tipo de compra. O caso faz parte de um de três inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) que têm Lulinha como alvo, com foco em suspeitas de corrupção e tráfico de influência.

A Polícia Federal segue apurando a relação entre os envolvidos para determinar a ocorrência de crimes de corrupção. O desfecho das investigações deve ocorrer conforme o avanço dos inquéritos no STF.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.