PL lança candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência sem anunciar vice na convenção
Decisão do PL em oficializar a candidatura sem vice busca manter porta aberta para alianças até o prazo da Justiça Eleitoral.
Por Redação Diário Local
O Partido Liberal (PL) oficializará neste sábado (26), durante sua convenção nacional realizada em São Paulo, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República sem anunciar o nome que ocupará a vaga de vice-presidente.
A decisão busca preservar o espaço para negociações de alianças. O coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho, afirmou que a vaga não será anunciada de imediato, com a estratégia de manter a definição para até o dia 5 de agosto, prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral para as convenções partidárias. O mecanismo permite que a Executiva Nacional do partido conclua a composição da chapa posteriormente.
Por que a chapa não tem um vice definido?
A indefinição do nome para a vice-presidência decorre de dois fatores principais apontados por aliados do senador. O primeiro é o processo de negociação com o Republicanos, partido considerado o principal aliado para integrar a chapa, mas que ainda mantém tratativas inconclusas.
O Republicanos tem condicionado uma aliança nacional ao avanço de acordos em estados estratégicos. Até o momento, apenas o Espírito Santo possui acordo fechado, com apoio ao ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini.
O segundo fator é a disputa interna dentro do próprio PL. Há divergências entre alas do partido sobre o perfil do candidato ideal: um grupo defende nomes que melhorem a interlocução com o mercado e o eleitorado feminino, enquanto outro grupo prioriza lideranças com maior capacidade de transferência de votos.
Quem são os nomes cotados para a vice?
A economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, é um dos nomes mais citados. Filiada ao Republicanos, ela tem atuado na elaboração de propostas econômicas para a campanha e participou recentemente de ações voltadas ao eleitorado feminino junto ao senador.
Apesar da aproximação, Daniella enfrenta resistências no PL. O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, afirmou que, embora a economista possua imagem positiva e competência técnica, o partido busca nomes que agreguem votos de forma mais expressiva para a disputa.
Além de Daniella, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) é defendida como uma opção ideal. Outros nomes que surgiram em articulações foram as deputadas Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE), mas as chances de uma aliança com elas diminuíram após a federação União-PP indicar neutralidade na corrida presidencial.
