PRF garante livre deslocamento de eleitores nas rodovias no 1º turno das eleições
Ação nas rodovias federais visa evitar imprevistos para quem vai votar neste domingo (4); fiscalização terá restrições.
Por Redação Diário Local
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, nesta quarta-feira (30), que terá viaturas em todas as rodovias federais do país para garantir o livre deslocamento de eleitores durante as eleições de 2026. O planejamento busca evitar imprevistos e assegurar a circulação de quem pretende votar no primeiro turno, que acontece neste domingo (4).
As novas diretrizes, estabelecidas pela Portaria Conjunta nº 4/2026 publicada no Diário Oficial da União (DOU), proíbem que a corporação realize operações que dificultem o trânsito, como bloqueios ou retenções nas vias. As regras também abrangem o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro (sábado).
Pelas normas, os policiais não devem abordar motoristas apenas para verificar infrações de trânsito que não representem risco concreto e iminente à vida ou à integridade física das pessoas. O objetivo é evitar que a fiscalização comum se torne um obstáculo ao exercício do voto.
Quais são as regras para a fiscalização nas rodovias?
A principal restrição é a proibição de bloqueios que impeçam o fluxo de veículos. A atuação da PRF deve focar na segurança e na fluidez, garantindo que os eleitores cheguem aos seus destinos sem interrupções causadas por operações de rotina que não envolvam riscos imediatos.
A medida visa evitar o cenário ocorrido durante o segundo turno das eleições de 2022. Naquela ocasião, a corporação realizou blitze que pararam ao menos 619 ônibus transportando eleitores, com incidência significativa na região Nordeste. O episódio descumpriu ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibia ações relacionadas ao transporte público de votantes.
Como será feito o monitoramento do trânsito?
O monitoramento do tráfego, de ocorrências criminais e de trânsito será centralizado na sede da PRF, em Brasília (DF). A estrutura será disponibilizada para que a imprensa possa acompanhar o trabalho das instituições públicas durante o período eleitoral.
Além da capital federal, agentes federais monitorarão a ação em tempo real nos 26 estados e no Distrito Federal. O acompanhamento será feito por meio do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
