Sandra Goulart surge como alternativa do PT para disputar o governo de Minas Gerais
Ex-reitora da UFMG demonstra disposição para disputar o Executivo estadual, mas decisão final cabe ao presidente Lula
Por Diário Local
O Partido dos Trabalhadores (PT) trabalha com o nome da ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart, para disputar o governo de Minas Gerais. A ex-gestora da universidade demonstra disposição para participar do pleito, mas a decisão final sobre a candidatura cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A movimentação ocorre em um momento de dificuldades para o partido construir uma candidatura competitiva no estado. De acordo com lideranças petistas, a principal vantagem de Goulart é possuir um histórico político sem rejeição, o que poderia ajudar a fortalecer o palanque de Lula em Minas.
Por outro lado, o fato de Sandra Goulart ter um nome menos conhecido do que as alternativas trabalhadas anteriormente acende um alerta na legenda. O partido avalia se a baixa notoridade pode comprometer a capacidade de disputa frente a outros nomes no estado.
Por que o PT busca um novo nome?
A busca por uma nova alternativa surgiu após o partido enfrentar negativas de nomes de peso. O senador Rodrigo Pacheco (PSB) recusou o convite para concorrer ao Executivo mineiro, enquanto a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, manteve sua pré-candidatura ao Senado.
Outras lideranças internas também já sinalizaram que preferem focar em outros objetivos eleitorais. O deputado federal Patrus Ananias e a deputada estadual Macaé Evaristo priorizam a reeleição para cargos no Legislativo, apesar de terem recebido sinalizações do partido.
Dentro da sigla, nomes como o do deputado federal Paulo Guedes foram cogitados, mas não geraram empolgação entre os correligionários. Já os deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes são vistos como importantes para a disputa pela Câmara Federal e não pretendem arriscar a candidatura ao governo.
A escolha de Sandra Goulart também conta com o apoio do deputado federal Reginaldo Lopes, um dos principais defensores de sua filiação. Embora seja bem avaliada internamente, a ex-reitora ainda enfrenta resistências pontuais entre algumas lideranças petistas em Minas Gerais.
O que muda no cenário de alianças?
A definição de uma candidatura própria pode impactar acordos políticos em nível nacional. Existe um arranjo entre o PT e o MDB que pode voltar a ganhar força caso o presidente Lula não aprove a solução de buscar um nome interno em Minas.
Até então, o diretório estadual do PT se posicionou de forma contrária a esse acordo nacional. A avaliação entre os membros da legenda é de que é preferível apoiar uma alternativa interna do que investir em um político de fora do partido.
Há também uma preocupação estratégica sobre o fortalecimento de adversários futuros. O partido teme que apoiar nomes externos possa dar capital político para candidatos que, caso não sejam eleitos agora, possam disputar a prefeitura de Belo Horizonte em 2028.
Com o prazo se aproximando, a direção do partido tenta agora consolidar a viabilidade de Goulart. O movimento busca evitar o desgaste de uma candidatura enfraquecida em um estado considerado fundamental para o projeto político do governo federal.
