Dia da Pizza: entenda as diferenças entre os estilos napolitano, romano, nova-iorquino e outros
Nesta sexta-feira (10), celebra-se o Dia da Pizza; saiba o que distingue as massas napolitanas, romanas, de Chicago e outras
Por Diário Local
O Dia da Pizza é celebrado nesta sexta-feira (10 de julho). A data serve para destacar as diferentes variações de massas, recheios e métodos de preparo que distinguem os estilos de pizza mais famosos do mundo, desde as tradições europeias até as adaptações norte-americanas.
Cada estilo possui características técnicas específicas, como o tempo de fermentação, a espessura da massa e a temperatura do forno, o que altera diretamente a textura e o modo de consumo de cada fatia.
A diversidade vai desde a leveza das versões europeias até a robustez das receitas americanas, cada uma exigindo uma abordagem diferente na cozinha e no serviço.
A tradição da pizza napolitana
A pizza napolitana é um dos estilos mais tradicionais, sendo reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. Ela utiliza massa de longa fermentação e é assada em forno a lenha em temperaturas muito altas.
O resultado desse processo é uma borda alta e aerada, contendo pequenas manchas escuras, enquanto a parte central permanece fina e macia. Os sabores costumam ser equilibrados, priorizando ingredientes como tomate San Marzano, mozzarella fior di latte, manjericão e azeite.
No Rio de Janeiro, o estilo napolitano é servido em casas como Ferro e Farinha, Oggi Pizza Napoletana, Ella Pizzaria, Capricciosa, Coltivi e Officina Local, que aplicam a tradição com ingredientes brasileiros.
Diferenças entre os estilos romano e siciliano
Já a pizza romana apresenta uma proposta diferente, com massa aberta e bem fina que é assada até ficar seca e crocante. Diferente da napolitana, ela possui pouca ou nenhuma borda e faz um estalo ao ser cortada.
Existe ainda a versão romana al taglio, que é assada em grandes assadeiras retangulares e vendida em pedaços. Em Copacabana, a Sforno serve essa modalidade retangular.
A pizza siciliana costuma ser confundida com a romana, mas segue um caminho distinto. Ela é tradicionalmente assada em assadeiras retangulares e possui uma massa mais alta e fofa, com textura que lembra uma focaccia.
Por ser mais substanciosa, a versão siciliana suporta coberturas generosas. É uma opção indicada para quem busca uma massa mais densa e recheada.
A praticidade de Nova York e a fartura de Chicago
O estilo nova-iorquino, ou New York style, é adaptado da tradição italiana e se destaca pela praticidade. A massa é fina e elástica, com borda discreta e grande quantidade de queijo.
Esse modelo é ideal para ser vendido em fatias generosas, o que permite que o consumidor dobre a fatia ao meio para facilitar o consumo enquanto caminha pelas ruas.
Em contrapartida, a pizza de Chicago, conhecida como deep dish, foca na fartura. Ela é assada em formas altas que lembram tortas, com a massa revestindo toda a estrutura do recipiente.
A montagem da deep dish é curiosa: as camadas de queijo e recheio são colocadas primeiro, e o molho de tomate vai por cima de tudo. Por ser muito robusta, a pizza de Chicago é servida em fatias grossas e geralmente exige o uso de garfo e faca.
A identidade da pizza brasileira
No Brasil, as pizzarias criaram uma identidade própria com massas mais finas que a napolitana, mas com uma quantidade de recheio muito elevada. A liberdade criativa nacional permite dezenas de sabores variados.
Essa característica diferencia o paladar local das tradições europeias, onde os sabores costumam ser mais limitados e equilibrados.
Entre os clássicos nacionais, destacam-se as combinações de frango com Catupiry e a pizza portuguesa, que consolidaram o estilo brasileiro no mercado de gastronomia.
