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PT não define nome do vice para a candidatura de Patrus Ananias ao governo de Minas

O PT aguarda definições de partidos aliados para fechar a chapa, que precisa ser registrada até o dia 15 de agosto.

Por Redação Diário Local

A chapa do deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) para o governo de Minas Gerais continua sem a definição de um candidato a vice. A expectativa era de que o anúncio ocorresse durante um evento do Partido dos Trabalhadores (PT) em Belo Horizonte nesta quarta-feira (5), mas o nome não foi revelado.

A presidente do PT em Minas, a deputada estadual Leninha, afirmou que o partido aguarda manifestações de outros partidos parceiros para fechar as alianças nos próximos dias. Segundo a parlamentar, a legenda segue aberta ao diálogo para concluir as negociações.

O impasse ocorre por conta de divergências internas entre as alas do partido. A bancada estadual do PT exerce pressão para que o vice seja um integrante do próprio partido, enquanto a bancada federal defende a indicação de um nome do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

A preferência da bancada federal segue a lógica da composição nacional, que une o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao vice Geraldo Alckmin (PSB). Esse grupo argumenta que o PSB tem uma dívida política com o PT devido ao apoio de Lula a João Campos, presidente nacional da legenda, na disputa pelo governo de Pernambuco.

Entre os nomes citados como possíveis candidatos ao posto de vice pelo PSB estão o ex-presidente da Fiesp, Josué Gomes, e o ex-procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares. No entanto, lideranças estaduais resistem à ideia de uma aliança com a legenda.

A resistência ocorre porque o PSB integra a base de apoio na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ao atual governo de Mateus Simões (PSD), que busca a reeleição. Por conta desse alinhamento, uma composição com o PSB pode gerar dificuldades políticas no estado.

A definição precisa ocorrer rapidamente, já que a candidatura de Patrus Ananias deve ser registrada até o dia 15 de agosto. Antes do evento nesta quarta-feira (5), lideranças do partido chegaram a se reunir em uma reunião de bastidores para tentarem fechar o nome, mas o anúncio não foi concretizado.

O que já foi definido na chapa?

Apesar da ausência de um nome para o governo, o PT confirmou a composição da chapa para o Senado. Áurea Carolina (Psol) ocupará a segunda vaga, integrando a lista ao lado da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.