Renan Santos propõe volta da prisão em segunda instância e critica atuação do STF em agenda no ES
Candidato à Presidência cumpriu agenda em Vitória nesta segunda-feira (28) e fez críticas ao Judiciário e à segurança pública.
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), defendeu uma reformulação no Judiciário e a retomada da prisão após condenação em segunda instância. As declarações foram feitas durante agenda de campanha em Vitória, no Espírito Santo, nesta segunda-feira (28).
Durante o evento capixaba, Santos afirmou que pretende "resolver o problema" do Supremo Tribunal Federal (STF) e criticou a atuação dos ministros da Corte. O candidato sustentou que a execução provisória da pena deve ser retomada, medida que deixou de ser aplicada pelo STF em 2019, quando o plenário decidiu que a prisão só deve ocorrer após o trânsito em julgado de todos os recursos.
Ao comentar o cenário político nacional e o escândalo envolvendo o Banco Master, Santos fez acusações contra lideranças de campos opostos. O candidato afirmou que o país não pode ser governado por "dois corruptos" e citou o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro como alvos de suas críticas.
Segurança pública e combate ao crime organizado
Questionado sobre propostas para o Espírito Santo, o candidato afirmou que o estado se tornou uma rota de passagem para o crime organizado entre o Rio de Janeiro e a Bahia. Ele mencionou a atuação da facção Comando Vermelho na Região Metropolitana capixaba e em municípios como Serra e Vitória.
Como medida de segurança pública, Renan Santos propôs a "destruição do crime organizado", a aprovação de leis penais mais rigorosas e o enfrentamento ao que chamou de "indústria das multas aos municípios". Segundo ele, a presença dessas facções tem gerado terror em diversas áreas do estado.
Infraestrutura, turismo e economia
No âmbito do desenvolvimento regional, o candidato defendeu investimentos para transformar Vitória em um polo de turismo, comparando a capital à cidade de Florianópolis. Ele sugeriu um plano de investimentos para as próximas duas décadas com foco na infraestrutura da orla e na projeção internacional da gastronomia local.
Em relação à infraestrutura, Santos defendeu a ampliação de rodovias, ferrovias e estruturas portuárias para escoar a produção de café e do agronegócio, integrando o estado a Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Ele também propôs a instalação de um polo fabril tecnológico ao redor do Porto de Vitória.
Para viabilizar o projeto industrial e a redução da taxa de juros, o candidato sugeriu cortes nos gastos do governo federal. Ao abordar a gestão econômica, Santos utilizou publicações internacionais para fundamentar seu posicionamento, citando a revista The Economist.
