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São Paulo

Renovação de 42% na Alesp deve aumentar embates ideológicos e debates intensos

Parlamentares reeleitos preveem clima de disputa política e foco em redes sociais na nova legislatura da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Por Redação Diário Local

A renovação de 42,55% da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) deve trazer um cenário de maior confronto político para a Casa em 2027. Parlamentares reeleitos preveem que o início da nova legislatura será marcado por intensos embates ideológicos e pela forte presença de perfis com atuação voltada para as redes sociais.

Dos 40 novos parlamentares que assumirão as cadeiras no Palácio 9 de Julho, 35 nunca ocuparam um mandato na Alesp. Os outros cinco integrantes já passaram pela instituição anteriormente, mas estão retornando ao Legislativo estadual.

Entre os nomes que retornam à Assembleia está o deputado Douglas Garcia (União), conhecido por sua atuação em redes sociais e por episódios de embate com jornalistas em períodos anteriores. A presença de perfis com atuação forte em plataformas digitais é apontada por parlamentares como um fator que deve elevar a temperatura dos debates.

Expectativa de debates ideológicos

Para alguns parlamentares da base do governo, a tendência é que o foco inicial das discussões seja pautado pela ideologia, o que pode adiar a análise de temas prioritários para o estado. O deputado Carlos Giannazi (PSol), que inicia seu quinto mandato, afirma que a ascensão de perfis de direita deve aumentar a frequência de discussões e conflitos políticos dentro da Casa.

A deputada reeleita Dani Alonso (PL) ressalta que o perfil combativo é uma característica de parlamentares que buscam audiência na internet. No entanto, ela pontua que a aprovação de políticas públicas e projetos relevantes exigirá que os grupos consigam construir consensos para além das divergências partidárias.

O deputado Tenente Coimbra (PL) acredita que a nova composição pode estimular um debate mais rigoroso sobre as pautas enviadas pelo Executivo. Ele defende que a Assembleia não deve atuar apenas para homologar decisões do Palácio dos Bandeirantes, mas sim discutir a fundo todos os projetos.

Impacto das redes sociais no Plenário

A estratégia de comunicação baseada em "cortes" de vídeos para redes sociais, ponto marcante de novos deputados como Eduarda Campopiano (PL), é motivo de divisão entre os membros da Casa. Enquanto alguns parlamentares não veem prejuízo ao trabalho legislativo, o deputado Paulo Fiorilo (PT) alerta que a necessidade de exposição excessiva pode comprometer as discussões.

Fiorilo defende que a presidência da Alesp precisará aplicar o regimento interno com rigor para evitar que o Plenário se torne um espaço voltado apenas para a produção de conteúdo digital e busca por engajamento. Parlamentares consultados reforçaram que o conhecimento das regras da Casa será fundamental para evitar tumultos e garantir o cumprimento da Constituição.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.