Flávio Bolsonaro afirma que TV Globo recusou entrevista sem cortes e diz que emissora está com medo
Senador afirmou que a emissora desistiu de entrevista após ele exigir que a conversa fosse exibida na íntegra, sem restrições.
Por Redação Diário Local
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, neste domingo (1º), que a TV Globo recusou uma tentativa de entrevista após ele exigir que a conversa fosse exibida na íntegra, sem cortes ou restrições de temas. O parlamentar utilizou as redes sociais para criticar a emissora, alegando que a empresa estaria "com medo" e sem condição moral de julgá-lo.
Segundo o relato do congressista, ele foi procurado por diversos veículos de imprensa ao longo da semana para conceder entrevistas. No entanto, Flávio afirmou ter imposto como condição que o conteúdo fosse apresentado sem edições ou restrições sobre os assuntos abordados. De acordo com o senador, a emissora teria desistido do contato diante dessas exigências.
O parlamentar também antecipou que o programa Fantástico deve exibir uma longa reportagem sobre ele neste domingo (1º), mas alegou que não terá direito de resposta. "Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação", escreveu o senador em sua conta no X.
Flávio Bolsonaro encontra-se atualmente em Miami, nos Estados Unidos. O trajeto da família foi detalhado pela Direção Nacional de Migrações da Argentina, que informou que o senador, acompanhado da esposa e das duas filhas, entrou em Puerto Iguazú, na Argentina, às 22h50 de sexta-feira (27).
A partir da Argentina, o grupo embarcou em um avião particular e fez uma parada em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para o destino final. O paradeiro do parlamentar foi confirmado por imagens que registraram o desembarque da família em território norte-americano na quarta-feira (28).
Em suas publicações, o congressista afirmou que a decisão de deixar o país ocorreu após ele ser intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes. Flávio declarou que as medidas cautelares impostas contra ele são fundamentadas em mentiras e que o processo judicial não é justo nem imparcial.
O senador também mencionou que pretende disputar uma nova eleição presidencial antes de 2030 e afirmou que pretende liderar a oposição a partir do exterior. Ele declarou estar em um país onde pode expressar livremente as próprias opiniões e disse que pretende conceder entrevistas para veículos brasileiros e estrangeiros sem cortes.
Em comunicações recentes, o parlamentar divulgou versões de uma carta à população brasileira, na qual se referiu a si mesmo como "líder do Brasil" e questionou a derrota no último pleito presidencial. Ele afirmou que, nos Estados Unidos, poderá falar o que não consegue dizer enquanto estiver no Brasil.
