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Republicanos oficializa candidatura de Marcos Paulo Bertolo, que possui mandado de prisão em aberto no Amapá

Candidato do Republicanos para a Assembleia Legislativa do Amapá é procurado pela Justiça por inserção de dados falsos em sistema de informação

Por Redação Diário Local

O diretório do Amapá do Republicanos oficializou a candidatura de Marcos Paulo Bertolo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do estado. O candidato possui um mandado de prisão preventiva em aberto desde o dia 13 de julho de 2026.

A ordem de prisão foi decretada pela 3ª Vara Criminal e de Auditoria Militar de Macapá. De acordo com o documento, a medida foi motivada por indícios de autoria e materialidade em um inquérito policial, além da suspeita de que o investigado estaria fugindo para evitar o processo judicial.

A investigação aponta que Marcos Paulo teria inserido informações falsas no Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF). O objetivo seria registrar áreas pertencentes à União, especificamente na Floresta Estadual do Amapá, como se fossem terras particulares.

O posicionamento do partido

A confirmação da candidatura ocorreu durante convenção realizada no dia 4 de agosto (04) e consta em ata enviada à Justiça Eleitoral. Em nota, o Republicanos Amapá informou que não tinha conhecimento prévio sobre a situação de procurado do candidato e que o caso está sendo apurado internamente.

O partido ressaltou que, no momento da apresentação da candidatura, as certidões e documentos entregues por Marcos Paulo estavam regulares. Segundo a legenda partidária, não havia, até o então registro, qualquer informação que impedisse a indicação do nome para o pleito.

O diretório afirmou ainda que, com base na documentação disponível, não consta nenhuma condenação que resulte em inelegibilidade para o candidato. A defesa de Marcos Paulo Bertolo foi procurada, mas não quis comentar o assunto.

Histórico de investigações

Marcos Paulo é alvo de investigações relacionadas a esquemas de grilagem de terras. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), ele é investigado por supostamente integrar organização criminosa voltada à regularização fraudulenta de terras da União.

Em operações anteriores, como a Operação Terras Caídas, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em setembro de 2018, o investigado chegou a ser preso. As investigações apontam que ele utilizaria sua atuação como engenheiro agrimensor para acessar bancos de dados oficiais e realizar registros fraudulentos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.