Presidente do TSE afirma que eleições de 2026 ocorreram com absoluta normalidade
Em nota oficial, o ministro Kassio Nunes Marques reiterou a segurança do pleito e a conformidade com os ditames constitucionais.
Por Redação Diário Local
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta-feira (28) que as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais. A declaração, feita por meio de nota oficial, busca reiterar a lisura do pleito após questionamentos sobre o resultado.
Em comunicado, o magistrado ressaltou o compromisso da Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado. Ele destacou que, mesmo diante de instabilidades na reta final de votação, foi possível avançar com a apuração e entregar o processo com segurança, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal.
A nota foi emitida após o senador Flávio Bolsonaro (PL) viajar para os Estados Unidos e questionar o resultado favorável a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar publicou conteúdos alegando a ocorrência de fraude eleitoral e criticando decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas ao horário de votação. Em suas publicações, o senador chegou a se autoproclamar "líder do Brasil".
Sobre as críticas, Nunes Marques informou que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos pelo órgão. O ministro já havia antecipado, em sessão plenária realizada nesta terça-feira (27), que o pleito reforçou a confiança da sociedade brasileira nas instituições democráticas.
Como foi a organização do pleito
O presidente do TSE detalhou a magnitude da operação realizada para garantir o funcionamento das urnas no último domingo (25). De acordo com os dados do Tribunal, a logística mobilizou mais de 2 milhões de mesários, cerca de 24,5 mil servidores e quase 3 mil magistrados para atender mais de 517 mil seções eleitorais em todo o país.
A segurança do processo também contou com o apoio das Forças Armadas. Segundo o ministro, cerca de 25 mil militares foram empregados em ações de garantia da votação e da apuração, além de operações de apoio logístico que alcançaram 488 municípios no primeiro turno e 301 municípios no segundo turno.
Essas operações de logística foram distribuídas em 11 unidades da Federação. O magistrado afirmou que o esforço conjunto de servidores, mesários e forças de segurança foi fundamental para assegurar o pleno funcionamento da estrutura eleitoral.
O apoio logístico permitiu, segundo o TSE, o atendimento de localidades de difícil acesso. O objetivo dessas ações foi viabilizar o exercício do voto e garantir que o processo alcançasse todas as regiões do território nacional.
