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Política

Ricardo Salles afirma que infiltração do Centrão está destruindo o bolsonarismo por dentro

Candidato ao Senado por São Paulo aponta falta de critério ideológico de adversários e cita histórico de alianças políticas.

Por Redação Diário Local

O deputado Ricardo Salles (Novo-SP) afirmou que a infiltração de grupos políticos ligados ao chamado "Centrão" está prejudicando o bolsonarismo internamente. O candidato ao Senado por São Paulo criticou o que classificou como a presença de setores sem critério ideológico dentro da direita.

Em entrevista concedida nesta terça-feira (1º), Salles argumentou que esse grupo atua de forma fisiológica e sem compromisso com pautas ideológicas, buscando alianças por conveniência. Segundo o parlamentar, o grupo busca o apoio de diferentes lideranças conforme o interesse político de cada momento.

O candidato do Novo utilizou o adversário André do Prado (PL-SP) como exemplo de sua crítica. Salles citou o histórico de apoios de Prado a diversos políticos para sustentar sua tese de que o bolsonarismo permitiu a atuação de figuras que transitam entre diferentes campos políticos.

Salles, que foi ministro do Meio Ambiente durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), também comentou a relação com o ex-presidente. Ele afirmou manter admiração pelo ex-mandatário e declarou que Bolsonaro "fez o melhor que pôde" com o objetivo de buscar melhorias para o país.

Cenário da disputa pelo Senado

A disputa pelas vagas no Senado em São Paulo apresenta um cenário de competitividade intensa entre os nomes da corrida eleitoral. De acordo com levantamento do instituto Quaest, realizado entre os dias 21 e 24 de agosto, há um empate técnico entre os principais candidatos na liderança.

Na pesquisa, Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede) aparecem com 12% das intenções de voto cada um. Logo em seguida, Simone Tebet (PSB) registra 11%. André do Prado (PL) aparece com 7%, enquanto Ricardo Salles figura com 4%.

Os dois candidatos citados por Salles aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento ouviu 1,8 mil eleitores em todo o estado.

O índice de indecisos no levantamento é de 27%, enquanto o somatório de brancos, nulos e pessoas que não pretendem votar atinge 18% do eleitorado pesquisado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.