Fernando Haddad nega relação com lobista investigada pela Polícia Federal
Candidato ao governo de São Paulo afirmou que não conhece a lobista em entrevista e minimizou registro de fotografia ao lado dela
Por Redação Diário Local
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que não mantém relação com a lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal (PF). Durante entrevista ao programa Roda Viva, nesta segunda-feira (31), o político declarou que nunca ouviu o nome da profissional na Esplanada dos Poderes.
Questionado se já havia recebido pedidos para reuniões, audiências ou convites para eventos sociais com Luchsinger, Haddad respondeu negativamente. O candidato afirmou ainda que só tomou conhecimento de que a lobista já havia sido candidata a deputada nesta segunda-feira (31).
Ao ser confrontado sobre a existência de uma fotografia em que aparece ao lado de Luchsinger, o candidato minimizou o registro. Haddad comparou a situação ao fato de poder ter fotos com o senador Flávio Bolsonaro e declarou que ninguém poderia acusá-lo por causa do registro.
A relação de Luchsinger com integrantes do governo federal ganhou repercussão após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar, em sabatina na quinta-feira (27), que não conhecia a lobista. Após a fala, adversários divulgaram imagens dos dois juntos em redes sociais.
A campanha de Lula informou que as fotografias foram registradas em agendas públicas e que não demonstram relação pessoal, profissional ou política entre o presidente e a lobista. O grupo afirmou ainda que Lula nunca manteve interlocução com a profissional.
O que diz a investigação da Polícia Federal?
Roberta Luchsinger é investigada pela PF por suspeita de tráfico de influência. O inquérito busca apurar uma possível sociedade oculta entre a lobista e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, além de verificar se houve intermediação de interesses privados junto a órgãos do governo.
Segundo a investigação, Luchsinger teria sido contratada pelo empresário Cleber Ribas para intermediar interesses de suas empresas perante o poder público. A Polícia Federal identificou repasses de ao menos R$ 2,5 milhões do empresário para a lobista entre março de 2024 e dezembro de 2025.
A defesa de Lulinha nega a existência de qualquer irregularidade no caso. O processo segue em apuração pelas autoridades competentes.
