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Política

Romeu Zema defende ensino domiciliar e diz que uso de canabidiol não deve liberar drogas

Candidato à Presidência apresenta carta a cristãos com compromissos sobre aborto, apostas e o papel do Supremo Tribunal Federal.

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência da República, Romeu Zema, apresentou nesta quarta-feira (9) uma carta a cristãos contendo 12 compromissos temáticos. O documento defende o ensino domiciliar (homeschooling), o uso de escolas cívico-militares e afirma que o uso medicinal de substâncias, como o canabidiol, não deve servir de justificativa para a liberação de drogas para fins recreativos.

Durante o evento de apresentação do documento, realizado em Brasília, o candidato afirmou que o Brasil passa por uma crise de valores e de princípios. A carta foi entregue a representantes de instituições filantrópicas, associações de juristas evangélicos e diversas denominações religiosas.

O que diz a chapa sobre educação e drogas?

No campo da educação, o documento propõe o direito das famílias de escolherem projetos pedagógicos conforme suas convicções. Além do ensino domiciliar, a chapa defende a expansão das escolas cívico-militares.

Em relação às drogas, a proposta é de oposição à flexibilização do consumo, do porte e do plantio de maconha para uso recreativo. O texto ressalta que as decisões sobre a política de drogas devem ser tomadas pelo Congresso Nacional, evitando imposições do Poder Judiciário.

Posicionamento sobre aborto e apostas online

A chapa declarou que defenderá a vida desde a concepção e será contrária a qualquer tentativa de ampliar as hipóteses de aborto permitidas pela legislação brasileira atual. O documento também prevê o apoio a gestantes em situação de vulnerabilidade.

Sobre as plataformas de apostas, conhecidas como bets, o compromisso é defender no Congresso uma legislação que proíba essas atividades. A proposta inclui o bloqueio de sites ilegais e a restrição de publicidades e patrocínios, inclusive por parte de influenciadores digitais.

O texto menciona ainda a necessidade de combater o uso de apostas para lavagem de dinheiro e financiamento do crime organizado, além de criar políticas para prevenir o superendividamento dos usuários.

Relação com o Judiciário e liberdades civis

O documento finaliza tratando das liberdades civis e da relação com o Supremo Tribunal Federal. A chapa promete uma postura institucional contra o que define como arbítrios da Suprema Corte e de outras instituições do sistema de Justiça.

A carta também garante atenção especial às liberdades de imprensa, de expressão, de pensamento, de associação e partidária em um eventual governo, além de assegurar a autonomia de igrejas e fiéis.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.