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Polícia Federal inicia proteção de presidenciáveis e operação deve custar R$ 95 milhões

Operação da PF envolve blindados e sistemas antidrones para garantir a integridade de pré-candidatos durante convenções

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal (PF) iniciou, nesta segunda-feira (21), a disponibilização de equipes de segurança para os pré-candidatos à Presidência da República que tiverem as campanhas homologadas. O esforço de proteção acompanha o calendário das convenções partidárias e deve custar cerca de R$ 95 milhões aos cofres públicos.

O esquema de segurança envolve o uso de viaturas blindadas, sistemas antidrones, coletes balísticos, reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits para vistorias antibombas. De acordo com a corporação, o efetivo conta com até 458 servidores especializados, entre delegados, agentes e escrivães, selecionados de um grupo de 600 profissionais capacitados entre 2025 e 2026.

As convenções partidárias estão previstas para ocorrer entre 20 de julho (20) e 5 de agosto (05). A Polícia Federal informou que mantém interlocução com os partidos e com as pré-candidaturas desde abril para organizar o funcionamento da operação e preparar a atuação ao longo do período eleitoral.

Níveis de risco e planejamento

Cada candidatura terá um planejamento de segurança individualizado, elaborado por meio de uma metodologia técnica de análise de risco. A corporação realiza avaliações que classificam os pré-candidatos em quatro níveis de ameaça: muito alto, alto, moderado e baixo.

O planejamento é dinâmico e passa por atualizações constantes. O objetivo é ajustar a proteção conforme a evolução das ameaças, das vulnerabilidades identificadas e das características específicas de cada compromisso de campanha dos envolvidos.

Solicitação de proteção pelos candidatos

Os pré-candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) informaram que solicitarão formalmente a proteção do Estado. Renan Santos, representante do grupo Missão, antecipou a convenção partidária sob a alegação de ter recebido ameaças de facções criminosas durante agendas realizadas no Ceará, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve concorrer à reeleição, terá a segurança conduzida pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), com o apoio da Polícia Federal. O GSI já é o responsável pela proteção atual do presidente.

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) optou por não utilizar os serviços da Polícia Federal para sua pré-candidatura. Por exercer mandato parlamentar, o senador manterá a equipe de segurança já realizada pela Polícia Legislativa do Senado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.