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Segurança

Governo de São Paulo coordena Polícia Militar e Polícia Civil para combater crimes e fraudes

Estado destina R$ 21 bilhões para a área em 2026 e enfrenta desafios que vão de roubos de celulares a crimes cibernéticos.

Por Redação Diário Local

O governo do estado de São Paulo é o responsável por comandar as principais forças de segurança do estado, incluindo a Polícia Militar e a Polícia Civil. A gestão estadual abrange desde o policiamento ostensivo e preventivo até as investigações criminais e a atuação da Polícia Técnico-Científica, responsável pelas perícias.

Para o ano de 2026, o estado destinou aproximadamente R$ 21 bilhões para a área de segurança pública. O valor corresponde a 5,5% do orçamento total do estado, tornando a Secretaria da Segurança Pública (SSP) a terceira pasta com maior volume de recursos, superada apenas pela Saúde e pela Educação.

Como o governo atua na segurança?

A estrutura de segurança de São Paulo é dividida entre diferentes funções. A Polícia Militar realiza o patrulhamento nas ruas com foco na prevenção, enquanto a Polícia Civil é a unidade encarregada de investigar crimes e realizar a apuração de ocorrências. A Polícia Técnico-Científica complementa o trabalho com a realização de perícias.

Na prática, a atuação do governo estadual se manifesta por meio do funcionamento de delegacias, da realização de operações policiais, do patrulhamento de viaturas e da gestão de recursos para as investigações. Esse modelo busca organizar o combate tanto a crimes violentos quanto a fraudes digitais.

Quais são os novos desafios tecnológicos?

Com o avanço da tecnologia, o perfil das ameaças à segurança mudou. A Divisão de Crimes Cibernéticos (Decciber), da Polícia Civil, atua especificamente na investigação de golpes que utilizam inteligência artificial para clonagem de voz, perfis falsos de investimentos e invasão de contas.

Em 2025, a Decciber solucionou 353 casos de crimes cibernéticos, o que representa uma média de quase um caso resolvido por dia. Criminosos utilizam fragmentos de áudio e vídeos de redes sociais para reproduzir vozes de forma artificial e realizar pedidos fraudulentos de dinheiro.

Outro alvo estratégico tem sido o celular. Em 2025, o estado registrou 254 mil roubos e furtos de aparelhos móveis, o que equivale a uma média de 700 ocorrências diárias, ou um caso a cada dois minutos. O acesso ao dispositivo facilita invasões em aplicativos bancários e roubo de dados pessoais.

O que dizem os indicadores de violência?

Embora São Paulo apresente uma das menores taxas de homicídio do país — 7,8 vítimas para cada 100 mil habitantes, segundo o Anuário de Segurança Pública —, outros índices de violência preocupam. O estado enfrenta o desafio de lidar com o crime organizado e o aumento dos feminicídios.

No primeiro semestre de 2026, foram registrados 141 casos de feminicídio em São Paulo, o maior número para o período desde o início da série histórica em 2018. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), houve um aumento de 10% nesses casos em comparação ao primeiro semestre do ano anterior.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.