Sindicato cobra investigação após retorno de presidente da BRBCard ao cargo após denúncias
Entidade afirma que retorno de Celso Eloi de Souza Cavalhero ao cargo gera insegurança e medo entre os empregados da empresa.
Por Redação Diário Local
O Sindicato dos Bancários de Brasília cobra do Banco de Brasília (BRB) uma investigação minuciosa sobre denúncias de assédio moral e sexual envolvendo o presidente da BRBCard, Celso Eloi de Souza Cavalhero. A entidade afirma que o retorno do dirigente ao cargo, após manifestação da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), tem gerado um clima de medo e insegurança entre os empregados da empresa.
Segundo o sindicato, trabalhadores que teriam prestado depoimentos à Corregedoria do Distrito Federal relatam sentir-se pressionados, ameaçados ou inseguros com a presença de Cavalhero no ambiente corporativo. A entidade ressalta que, embora o dirigente tenha direito ao contraditório e à ampla defesa, os trabalhadores devem ter direito a um ambiente de trabalho livre de constrangimento e violência.
O sindicato informou ainda que a situação teria provocado reações imediatas na BRBCard, com relatos de empregadas que pediram demissão após episódios de constrangimento ou por receio de novas situações. O objetivo da cobrança da entidade é garantir uma apuração que seja séria, independente e transparente para esclarecer os fatos.
Motivos do afastamento pelo Conselho
O afastamento de Celso Eloi de Souza Cavalhero ocorreu em 1 de julho (1), por decisão colegiada do Conselho de Administração do BRB. A medida foi tomada após a 919ª Reunião Ordinária da instituição, realizada em 30 de junho (30), fundamentada na existência de sete denúncias de supostas práticas reiteradas de assédio moral e sexual de elevada gravidade.
Na decisão de afastamento, o Conselho listou indícios de condutas como microgerenciamento punitivo, uso abusivo da autoridade para intimidação e exposição de empregados a situações humilhantes. O colegiado também apontou comunicação em tom hostil e manutenção de um clima de tensão que causaria desgaste psicológico aos funcionários.
Para o Conselho de Administração, o afastamento foi uma medida preventiva necessária para resguardar a lisura e a independência da investigação. A decisão visava evitar qualquer influência sobre testemunhas, proteger a produção de provas e assegurar a integridade dos denunciantes e do ambiente de trabalho.
Reversão pela Controladoria-Geral
A decisão de afastamento foi revertida após parecer da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), que resultou na reintegração do dirigente ao cargo. A CGDF afirmou que, ao analisar a documentação, o afastamento foi adotado ainda no estágio inicial da apuração e sem que o ato original individualizasse uma ameaça específica à instrução do processo.
A Controladoria destacou que o juízo de admissibilidade foi produzido após o afastamento já ter sido adotado e que as conclusões desse juízo não continham uma recomendação explícita pelo afastamento do dirigente. Com base nesse entendimento, a CGDF manifestou-se pelo retorno de Cavalhero às suas funções na BRBCard.
