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Política

Tarcísio de Freitas elogia Ricardo Nunes e critica Fernando Haddad em evento da federação

Em convenção na Alesp, governador de São Paulo afirmou que o desenvolvimento do Estado está ligado à ausência de gestões de esquerda.

Por Davy Albuquerque

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e elogiou o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), nesta segunda-feira (20). As declarações ocorreram durante a Convenção Estadual Conjunta da Federação União Progressista, realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Durante o evento, Tarcísio afirmou que o prefeito Ricardo Nunes realizou um "resgate histórico" ao mencionar o que chamou de pior ministro da Fazenda da história do Paraguai. O governador não citou o nome de Haddad diretamente na fala, mas o comentário foi direcionado ao atual ministro.

O governador também associou o desenvolvimento econômico de São Paulo à ausência de gestões de esquerda no Palácio dos Bandeirantes. Segundo ele, a posição de potência econômica do estado é um reflexo da composição política histórica da região.

Tarcísio reforçou sua posição política ao declarar que a esquerda nunca governou o estado e afirmou que o grupo não chegará ao comando paulista no futuro. A fala foi proferida no contexto de movimentações políticas para o próximo ciclo eleitoral.

O que muda para as eleições de 2026?

As críticas do governador ocorrem em meio ao cenário de pré-candidaturas para o governo de São Paulo. Fernando Haddad foi confirmado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em março como pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes para o pleito de 2026.

Haddad possui histórico como prefeito da capital paulista entre 2013 e 2016. Esse período representa a única eleição vencida pelo político, que já disputou quatro eleições ao longo de sua trajetória pública.

O embate entre as lideranças sinaliza a polarização política que deve marcar a disputa pelo estado. Enquanto Tarcísio defende o modelo de gestão atual, o campo da esquerda busca retomar o controle do governo estadual.

A Convenção da Federação União Progressista, que reuniu União Brasil e PP, serviu como palco para essas definições de posicionamento das lideranças paulistas antes do início oficial das campanhas.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.