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TSE articula consenso para definir critérios e regras de pesquisas eleitorais

Ministros devem se reunir com institutos de pesquisa para discutir o uso de áudios e transparência metodológica após suspensão de levantamento.

Por Diário Local

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) articula a definição de critérios e parâmetros para a realização de pesquisas eleitorais no país. A iniciativa busca estabelecer regras claras para evitar decisões isoladas sobre a divulgação de levantamentos durante períodos de campanha.

Para organizar o debate, os ministros do tribunal devem se reunir com representantes de institutos de pesquisa na próxima terça-feira (14). O encontro ocorre após a suspensão de um levantamento realizado pela AtlasIntel sobre o senador Flávio Bolsonaro.

A suspensão da pesquisa foi determinada pelo ministro Kassio Nunes Marques, que apontou elementos que poderiam indicar uma possível contaminação das respostas. Um dos pontos de questionamento foi o uso de um áudio relacionado ao caso Daniel Vorcaro durante as entrevistas realizadas pelo instituto.

O que está em discussão?

A discussão no TSE deve abranger pontos técnicos que impactam diretamente a metodologia das pesquisas. Entre os temas previstos para o debate estão o uso de áudios e vídeos em entrevistas, a forma como as perguntas são formuladas e o grau de transparência que os institutos devem manter sobre a metodologia registrada na Justiça Eleitoral.

A movimentação busca pacificar o entendimento da Corte para evitar que decisões individuais sobre o barramento de pesquisas gerem incertezas no processo eleitoral. O caso atual trouxe a metodologia para o centro de disputas políticas.

A AtlasIntel, instituto responsável pela pesquisa suspensa, nega ter induzido os entrevistados. O órgão sustenta que o conteúdo em áudio não integrou o questionário principal e foi apresentado apenas ao final das entrevistas, para participantes que optaram por registrar reações, sem possibilidade de alterar respostas já registradas.

Próximos passos no julgamento

O julgamento sobre a decisão de suspender o levantamento foi interrompido anteriormente por um pedido de vista da ministra Estela Aranha. Com a expectativa de que a reunião com os institutos ajude a destravar as definições, espera-se que a ministra libere o processo para julgamento em seguida.

A previsão é que a retomada da análise pelo plenário do TSE ocorra em agosto, logo após o recesso do Judiciário. A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) já manifestou posicionamento contrário à suspensão da pesquisa, defendendo que intervenções da Justiça Eleitoral devem ser excepcionais e baseadas na demonstração objetiva de quebra de imparcialidade.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.