União Progressista oficializa neutralidade para presidente e mantém alianças com PL e PT nos estados
Decisão da federação busca manter liberdade para negociar apoios locais e participação na base do próximo governo.
Por Redação Diário Local
A Federação União Progressista, que reúne o União Brasil e o Progressistas (PP), decidiu manter a neutralidade na disputa pela Presidência da República, mas mantém alianças distintas com o PL e o PT em diferentes estados.
A posição de neutralidade foi oficializada pelo União Brasil durante sua convenção nacional realizada na última terça-feira (4). Segundo Antonio Rueda, presidente da sigla e da federação, a medida visa respeitar o peso político do grupo e reflete sua maturidade para priorizar as construções de apoio nos cenários locais.
Ao evitar uma coligação nacional, a federação preserva a liberdade para negociar apoios e participação na base do próximo governo eleito, garantindo espaço para atuação no Congresso Nacional.
Alianças com o PL nos estados
Apesar da postura neutra para o cargo de presidente, o desenho das alianças estaduais revela uma tendência de proximidade com o PL. A federação está em coligações com o partido de Flávio Bolsonaro em 11 unidades da federação, incluindo estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Mato Grosso do Sul.
No Acre, a coligação "Avança Acre" reúne a União Progressista, o PL, o PDT, o MDB, o Democratas e a Federação Renovação Solidária, com Mailza Assis (PP) como candidata da federação. Já na Bahia, ACM Neto (União Brasil) disputa o governo em uma aliança que também integra o PL, Republicanos, Federação PSDB-Cidadania, Federação Renovação Solidária, Podemos e Novo.
Em outros estados, a presença é variada: no Distrito Federal, Celina Leão (PP) é a candidata da federação em composição com o PL e outras siglas; no Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) busca a reeleição com o PL na base; e no Piauí, Joel Rodrigues (PP) encabeça a chapa junto ao PL e outros parceiros.
Proximidade com o PT
O levantamento também aponta que a União Progressista mantém alianças com o PT ou com a Federação Brasil da Esperança (formada por PT, PCdoB e PV) em quatro estados: Amapá, Pará, Paraíba e Sergipe.
No Amapá, o candidato da federação é Clécio Luís (União Brasil), que integra a coligação "Juntos por Todo o Amapá". Na Paraíba, a chapa é encabeçada por Lucas Ribeiro (PP), contando com o apoio da Federação Brasil da Esperança e de outras siglas.
No Pará, a federação participa da composição "O Pará Tá Junto" sem apresentar candidato próprio, ao passo que em Sergipe a União Progressista se alia à Federação Brasil da Esperança na disputa majoritária.
Candidaturas próprias e outros cenários
Nos outros 12 estados, a federação não possui alianças registradas com o PL ou com o PT. Entre essas unidades estão Amazonas, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.
Nesses locais, a União Progressista foca em candidaturas próprias ou em composições fora dos dois grandes polos nacionais. No Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil) disputa o pleito, enquanto no Rio Grande do Norte, Alysson Bezerra (União Brasil) e em Rondônia, Hildon Chaves (União Brasil), também lideram candidaturas da federação.
