Anvisa alerta para riscos da soroterapia e falta de comprovação de benefícios para pessoas saudáveis
Agência explica que o procedimento, comum para promessas de rejuvenescimento, só é indicado para casos clínicos específicos e pode causar infecções.
Por Davy Albuquerque
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre os riscos da soroterapia, prática que consiste na aplicação de vitaminas e outras substâncias diretamente na veia. A agência destacou a falta de comprovação científica de benefícios do procedimento para pessoas saudáveis e apontou possíveis danos à saúde.
O procedimento tem ganhado popularidade por meio de promessas na internet de aumento de energia, imunidade reforçada, rejuvenescimento e efeito 'detox'. No entanto, a Anvisa esclareceu que a administração intravenosa de nutrientes e medicamentos deve ser adotada apenas para tratar deficiências clinicamente diagnosticadas e sob orientação de um profissional de saúde competente.
A aplicação direta na veia é indicada apenas em situações médicas específicas. De acordo com a agência, o uso é restrito a casos como tratamento de pessoas desidratadas ou pacientes internados que não conseguem se alimentar por meios convencionais.
Quais são os riscos da soroterapia?
Segundo a Anvisa, a prática pode causar infecções e reações alérgicas graves. Outro risco mencionado é a condição de hipervitaminose, que ocorre quando o organismo recebe vitaminas em quantidades muito superiores ao necessário para o funcionamento do corpo.
Os sintomas do excesso de vitaminas podem incluir náuseas, vômitos, dores de cabeça e alterações funcionais no fígado e nos rins. A agência também alertou para o uso indevido de nomenclaturas no setor.
A Anvisa esclareceu, ainda, que não existe a categoria de "cosmético injetável". Segundo o órgão, cosméticos são produtos de uso externo, aplicados na pele, cabelos, unhas ou lábios, e não devem ser administrados por injeção.
Como se prevenir de riscos?
A Anvisa orienta que a população adote três cuidados fundamentais antes de realizar qualquer procedimento deste tipo. O primeiro passo é verificar se os produtos utilizados no tratamento estão devidamente regularizados pela agência.
O segundo cuidado consiste em checar se o profissional responsável possui a habilitação necessária para realizar o procedimento. Por fim, a orientação é consultar o conselho profissional da categoria para confirmar se a prática específica é oficialmente reconhecida.
