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Saúde

Fortalecimento muscular auxilia na saúde do cérebro e na função cognitiva

Treinamento de força libera substâncias que ajudam no controle da inflamação e na manutenção de conexões entre neurônios.

Por Redação Diário Local

A manutenção da massa muscular e o fortalecimento do corpo podem ser aliados importantes para a preservação da saúde do cérebro. O músculo atua como um tecido metabolicamente ativo que, durante a prática de exercícios, libera substâncias que circulam pelo organismo e participam da comunicação com diferentes órgãos, incluindo o sistema nervoso central.

Essas substâncias liberadas pelo tecido muscular auxiliam no controle de processos inflamatórios, no metabolismo da glicose e em mecanismos que ajudam na manutenção e na formação de conexões entre os neurônios. Na prática, o músculo funciona como um mensageiro que envia sinais para melhorar o funcionamento de diversos sistemas do corpo.

Pesquisas indicam que o treinamento de força pode contribuir para diferentes aspectos da função cognitiva. Entre os benefícios observados estão melhorias na memória, na capacidade de planejamento e na habilidade de realizar tarefas que exigem foco e atenção.

Apesar dos benefícios, a ciência ainda não afirma que a prática de musculação seja uma garantia de prevenção contra o Alzheimer ou outras formas de demência. O que as evidências sustentam é que a saúde do cérebro é indissociável da saúde do restante do corpo, como o coração e os vasos sanguíneos.

O controle de fatores como a pressão arterial, os níveis de glicose e o colesterol, além da prática regular de atividade física, ajuda a proteger os vasos responsáveis pelo transporte de sangue e oxigênio para o cérebro. Isso reduz riscos associados ao sedentarismo, à obesidade e à hipertensão.

Como o treino de força afeta a mente?

O músculo não é apenas uma estrutura de movimento ou estética, mas um tecido que participa ativamente do metabolismo. Durante o esforço físico, ele comunica-se com o cérebro por meio de substâncias químicas específicas.

Essa comunicação é essencial para manter a integridade das conexões neurais. O treinamento de força auxilia na preservação de funções cerebrais que tendem a declinar com o passar dos anos, como a capacidade de concentração.

No entanto, especialistas alertam para evitar interpretações exageradas cometidas em redes sociais. Não é correto afirmar que "quanto mais músculos, menor o risco de demência", pois a relação entre os dois fatores é complexa e multifatorial.

O que se observa é que manter-se fisicamente ativo e evitar a perda de massa muscular fazem parte de um processo de envelhecimento mais saudável. A preservação da força ajuda a manter a autonomia do indivíduo em idades mais avançadas.

Qual a frequência ideal de exercícios?

Para obter benefícios à saúde, não é necessário atingir o nível de um atleta profissional. As recomendações internacionais sugerem que o fortalecimento dos principais grupos musculares seja feito pelo menos duas vezes por semana.

Essa prática de força deve ser aliada a atividades aeróbicas. Exercícios como caminhar, correr ou pedalar são excelentes opções para compor uma rotina de cuidados com o corpo e a mente.

Com o avanço da idade, o treinamento de força torna-se ainda mais essencial para preservar a massa muscular e a capacidade funcional. A musculação pode ser adaptada de acordo com a idade, o condicionamento físico e eventuais limitações de cada pessoa.

Para quem está iniciando ou convive com doenças crônicas, a orientação de um profissional é fundamental. O acompanhamento médico e profissional permite definir a intensidade e a progressão correta dos movimentos de forma segura.

Por fim, especialistas reforçam que suplementos podem ser necessários apenas em casos de deficiência nutricional diagnosticada. Eles não devem substituir hábitos fundamentais como alimentação equilibrada, sono adequado e atividade física regular.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.