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Saúde

Estudo identifica que diabetes tipo 1 pode ter duas formas com origens biológicas distintas

Pesquisa análise material genético de milhares de pacientes e aponta perfis diferentes de progressão da doença

Por Redação Diário Local

Um estudo internacional indica que a diabetes tipo 1 pode não ser uma única doença, mas sim composta por duas formas distintas com origens biológicas diferentes. A pesquisa analisou o material genético de milhares de pacientes e identificou variações significativas entre dois grupos principais.

O trabalho, conduzido por cientistas dos Estados Unidos e do Reino Unido e publicado na revista Diabetologia, incluiu dados de mais de 9 mil pessoas com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) e mais de 14 mil indivíduos sem a condição. A DM1 é uma doença crônica caracterizada pela deficiência de insulina no organismo, com pico de incidência entre crianças, adolescentes e adultos.

Como a genética divide a doença?

Os pesquisadores focaram em dois padrões genéticos associados ao risco da doença, conhecidos como HLA-DR3 e HLA-DR4. Embora o diagnóstico final seja o mesmo, os sinais iniciais e a evolução da enfermidade podem variar conforme o perfil.

No grupo com o padrão HLA-DR3, os dados apontam uma maior participação de mastócitos, que são células ligadas a processos inflamatórios e respostas a agentes externos. Já no grupo com o perfil HLA-DR4, a atuação das células T foi mais evidente. Essas células pertencem ao sistema imunológico e são responsáveis por atacar outras células do corpo, incluindo as células beta do pâncreas.

As células beta são as responsáveis pela produção de insulina, e sua destruição é a característica central da diabetes tipo 1.

O que muda no tratamento?

A existência de caminhos biológicos diferentes para chegar à mesma doença pode influenciar a medicina no futuro. Segundo os autores do estudo, os processos por trás de cada perfil genético são distintos, o que reforça a ideia de que não se trata de um único tipo de patologia.

Com essa diferenciação, as terapias podem deixar de ser uma abordagem única para serem ajustadas de acordo com o perfil genético de cada paciente. Isso permite que o tratamento seja mais personalizado e eficaz.

Os pesquisadores destacam que os resultados ainda precisam de aprofundamento. Novos estudos devem investigar como esses perfis influenciam a evolução da doença ao longo dos anos e se essa divisão poderá ser aplicada rotineiramente na prática clínica para definir estratégias de prevenção mais precisas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.