Anvisa proíbe produtos de limpeza por irregularidade e alerta para riscos à saúde
Medida atinge marcas como Cedro Química e Araújo Produtos de Limpeza para evitar riscos como queimaduras e intoxicações.
Por Redação Diário Local
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta sexta-feira (23), a comercialização e o uso de produtos de limpeza irregulares no Brasil. A medida atinge o percarbonato de sódio essencial, da Cedro Química Ltda ME, e saneantes da marca Araújo Produtos de Limpeza.
De acordo com o órgão, as irregularidades incluem a falta de registro ou notificação sanitária, além da fabricação por empresas que não possuem autorização de funcionamento. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução RE nº 4.158, de nesta quinta-feira (22).
Quais são os riscos dos produtos proibidos?
A Anvisa classifica os itens sem regularização como saneantes clandestinos. Por não passarem pelos procedimentos de controle, não há garantia de que os produtos possuam a eficácia e a segurança necessárias para o uso doméstico ou profissional.
O uso desses produtos pode causar danos como queimaduras na pele e nos olhos, irritações, lesões químicas e problemas respiratórios devido à inalação de vapores. Há também o risco de intoxicações graves que podem exigir atendimento médico imediato.
Vale ressaltar que a proibição ocorre devido às irregularidades identificadas, e não porque necessariamente esses produtos já tenham causado acidentes ou intoxicações reportados.
Como identificar produtos regulares?
A agência explica que nem todo produto de limpeza exige registro obrigatório. A exigência depende do nível de risco que o item oferece à saúde humana.
Produtos de risco 1, como sabões, amaciantes, detergentes simples, ceras e desengraxantes, não precisam de registro, mas devem cumprir exigências de notificação. Já produtos de risco 2, como água sanitária, alvejantes e desinfetantes, exigem obrigatoriamente o registro sanitário.
Portanto, a ausência de um número de registro na embalagem não significa, necessariamente, que o produto é irregular; é preciso verificar em qual categoria ele se enquadra.
O que fazer em caso de contato?
A recomendação para quem possui os produtos atingidos em casa é interromper o uso imediatamente. Os consumidores devem evitar a compra de itens que não apresentem a procedência ou as informações de rotulagem de forma clara.
Antes de adquirir novos saneantes, é aconselhável conferir os dados do fabricante e as instruções de uso nos canais oficiais da agência. Em casos de suspeita de intoxicação, deve-se procurar auxílio médico e apresentar a embalagem do produto para facilitar o atendimento.
