Anvisa proíbe tiras de glicemia falsificadas vendidas pela Amazon Brasil
Agência proibiu comercialização e uso de lotes do produto Accu-Chek Active que eram vendidos no site da varejista.
Por Redação Diário Local
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e o uso de tiras de glicemia Accu-Chek Active falsificadas. Os produtos eram vendidos por meio de dois endereços eletrônicos da Amazon Brasil.
A medida preventiva foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (22). A decisão foi assinada na terça-feira (20) pela gerente-geral substituta de Inspeção e Fiscalização Sanitária, Liana Tieko Evangelista Kusano Fonseca.
A proibição abrange lotes específicos que foram identificados com irregularidades. De acordo com a resolução, os dois lotes de tiras reagentes que devem ser retirados do mercado são o Accu-Chek Active 2 frascos com 50 unidades (lote 29533831) e o Accu-Chek Active 50 unidades (lote 295).
A identificação do problema ocorreu após alerta da Roche Diabetes Care, empresa detentora da marca Accu-Chek Active. A fabricante detectou a presença de itens no mercado que não seguiam os padrões de comercialização permitidos e originais.
Como a irregularidade foi identificada?
Segundo a motivação do ato administrativo, a Roche Diabetes Care identificou as tiras reagentes sem a embalagem externa original. Além disso, os produtos apresentavam uma inscrição em inglês: “Only for government tender”.
A frase indica que os materiais possuem destinação exclusiva para licitações governamentais. Por esse motivo, a venda desses itens diretamente ao consumidor final, como ocorria na plataforma de e-commerce, configura uma irregularidade.
A Anvisa agiu de forma preventiva para evitar riscos à saúde dos usuários que utilizam o dispositivo para controle de glicemia. Os endereços eletrônicos da Amazon Brasil onde os produtos eram anunciados foram citados na resolução da agência.
Até o momento, a Amazon Brasil não enviou um posicionamento sobre a proibição dos produtos em sua plataforma. A Roche Diabetes Care também foi procurada para comentar a situação dos lotes impedidos, mas não houve manifestação registrada.
