Médicos buscam explicação para caso de bebê que foi declarado morto e voltou a respirar
Caso de Noah intriga especialistas após criança ser encontrada viva em uma funerária horas depois de sofrer paradas cardíacas
Por Redação Diário Local
Médicos e especialistas buscam entender as circunstâncias do caso do bebê Noah, que foi encontrado vivo por funcionários de uma funerária horas após ser declarado morto. O bebê havia sofrido duas paradas cardiorrespiratórias e o episódio é considerado excepcional pela comunidade médica.
O diretor médico da Santa Casa, onde a criança estava internada, Marco Aurélio Mestrinel, afirmou que a equipe seguiu todos os protocolos médicos antes da constatação clínica. Segundo o médico, Noah passou por um processo de reanimação por mais de 40 minutos e todos os aparelhos indicavam o óbito.
A instituição informou que o caso já passou por uma investigação administrativa e agora está sendo analisado pela comissão de ética do hospital. Até o momento, a direção da unidade declarou que não foram encontradas correções a serem feitas nos procedimentos adotados pela equipe.
Para tentar explicar o fenômeno, especialistas discutem a chamada síndrome de Lázaro, que consiste no retorno espontâneo da circulação após a interrupção das tentativas de reanimação. No entanto, o gerente médico do Hospital Infantil Sabará, Nelson Rorigoshi, ressalta que o caso de Noah foge completamente do padrão esperado.
De acordo com Rorigoshi, casos de retorno da circulação são extremamente raros e costumam atingir adultos ou idosos. Segundo uma revisão científica, a maioria dos registros envolve pessoas acima de 65 anos, o que torna o caso de uma criança algo fora da curva na medicina mundial.
O especialista destaca ainda que o tempo de retorno é o fator mais atípico. Na literatura médica, cerca de 70% dos casos ocorrem em até cinco minutos, e o restante em até dez minutos. No caso de Noah, o retorno das funções vitais aconteceu apenas após várias horas.
Como está a saúde de Noah?
Dois dias após ser encontrado respirando no necrotério da Santa Casa, o bebê foi transferido para o Hospital das Clínicas de Bauru. A unidade é especializada no tratamento de doenças genéticas e anomalias congênitas.
Até o momento, Noah segue internado e entubado, sem previsão de alta hospitalar. Segundo os pais do bebê, ele apresenta evolução clínica e continua sob monitoramento constante da equipe médica responsável.
