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Saúde

Visão negativa sobre envelhecimento pode reduzir vida em 7,5 anos, aponta estudo

Pesquisa da Universidade de Yale mostra que percepção positiva sobre a velhice pode aumentar a longevidade em mais de sete anos.

Por Redação Diário Local

A forma como as pessoas percebem o próprio envelhecimento pode influenciar diretamente a longevidade, podendo adicionar, em média, 7,5 anos de vida para quem mantém uma visão positiva. A conclusão vem de um estudo realizado pela pesquisadora Becca Levy, da Universidade de Yale, que acompanhou 660 pessoas com 50 anos ou mais.

Os dados mostram que o impacto das crenças sobre a idade na saúde é significativo, superando inclusive hábitos como não fumar ou praticar atividades físicas. O efeito observado no estudo resistiu a variáveis de controle, como nível de renda, condições de saúde e solidão.

As crenças sobre a idade integram processos biológicos e interferem na memória e na capacidade de recuperação do organismo. De acordo com a pesquisa, a percepção negativa sobre o envelhecimento funciona como um fator de risco concreto para a saúde física e mental.

Como o preconceito de idade afeta a saúde?

O etarismo, que consiste no preconceito baseado na idade, está diretamente relacionado a riscos de morte prematura, isolamento social e insegurança financeira. De acordo com o primeiro relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema, publicado em 2021, o preconceito age de forma estrutural na saúde pública.

Uma revisão de 149 estudos citada no relatório da OMS indicou que, em 85% das pesquisas analisadas, a idade era um fator que influenciava a escolha de tratamentos médicos para os pacientes. O documento estima ainda que uma em cada duas pessoas no mundo nutre atitudes etaristas contra indivíduos mais velhos, com maior prevalência em países de renda baixa e média.

O fenômeno pode gerar um ciclo de declínio causado pela baixa expectativa depositada nos idosos. Quando indivíduos são tratados como incapazes, podem recuar socialmente, o que acaba confirmando o estereótipo de dependência ou lentidão imposto pelo preconceito.

O impacto das crenças no corpo

Especialistas sugerem que muito do que é atribuído à velhice pode ser fruto das circunstâncias e não apenas do tempo. Fatores como isolamento social ou ambientes não adaptados a corpos mais velhos podem ser confundidos com incapacidade natural da idade.

A ciência aponta que o etarismo funciona como um preconceito contra a própria versão futura do indivíduo. Ao absorver estereótipos negativos sobre a velhice décadas antes de vivê-la, a pessoa pode estar, sem perceber, adotando crenças que prejudicarão sua própria saúde e tempo de vida no futuro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.