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Saúde

Câncer de cabeça e pescoço: saiba quais são os sinais de alerta e quando buscar ajuda médica

Mobilização Julho Verde alerta para feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente e caroços no pescoço.

Por Redação Diário Local

O diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço é fundamental para aumentar as chances de cura e evitar sequelas funcionais e estéticas. A conscientização sobre os sintomas e fatores de risco é o foco da campanha Julho Verde, destacada neste mês de julho (2026).

A mobilização busca alertar a população sobre tumores que atingem áreas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, glândulas salivares e tireoide. A região é estratégica, pois concentra funções essenciais como fala, mastigação, respiração, audição e deglutição.

No Brasil, a previsão é de 39.550 novos casos da doença para o ano de 2025. O levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço foi elaborado com base em dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Em escala global, o grupo dessas doenças apresenta um impacto significativo na saúde pública. São registrados cerca de 940 mil novos casos e 480 mil mortes todos os anos no mundo.

Quais são os sinais de alerta para os tumores?

O reconhecimento de sinais suspeitos é essencial. Entre os sintomas que exigem atenção médica imediata estão feridas na boca que não cicatrizam em até duas semanas e manchas brancas ou avermelhadas persistentes.

A rouquidão que dura mais de 15 dias também é um sinal de alerta, especialmente para fumantes ou ex-fumantes. Outros sinais incluem dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta e caroços no pescoço.

Sangramentos sem causa evidente, perda de peso sem explicação, dor persistente na orelha e obstrução nasal de um lado só também podem indicar problemas. Especialistas destacam que lesões indolores e endurecidas na boca diferem de aftas comuns e requerem avaliação.

Quais são os principais fatores de risco?

O tabagismo e o consumo excessivo de álcool são os principais vilões. Quando o cigarro e o álcool são utilizados de forma combinada, o risco de desenvolver tumores na boca, faringe e laringe aumenta consideravelmente.

A infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV) tem papel crescente em tumores da orofaringe, como nos casos que atingem as amígdalas. Outros fatores incluem exposição solar sem proteção, má higiene oral e desnutrição.

O uso de próteses dentárias mal adaptadas e a exposição ocupacional a certas substâncias também são apontados como riscos. A prevenção envolve o abandono do fumo, redução do álcool e a vacinação contra o HPV.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?

O diagnóstico varia conforme o local da suspeita. Lesões na boca podem ser examinadas clinicamente e por biópsia, enquanto alterações na garganta exigem videolaringoscopia por fibra óptica. Nódulos no pescoço podem demandar ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética.

Para casos com suspeita de câncer de tireoide, a ultrassonografia cervical e a punção de nódulos são exames centrais. Em estágios avançados, exames de imagem ajudam a avaliar a extensão da doença e possíveis metástases.

O tratamento é definido pelo tipo de tumor e pelo estágio da doença. As modalidades podem incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia, muitas vezes realizadas por uma equipe multidisciplinar de especialistas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.