Câncer de pulmão também pode atingir pessoas que nunca fumaram, alerta especialista
Embora o tabagismo seja o principal fator de risco, poluição e fatores genéticos também podem causar a doença, segundo especialista.
Por Redação Diário Local
O câncer de pulmão pode acometer pessoas que nunca fumaram, segundo alerta o oncologista clínico Hugo Mandarino. Embora o tabagismo seja o principal fator de risco, a doença também atinge não fumantes, ex-fumantes e fumantes passivos.
O Agosto Branco é o mês dedicado à conscientização sobre a doença. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), além do cigarro, a poluição atmosférica, a exposição a produtos químicos e fatores genéticos ou hereditários estão entre as causas do câncer de pulmão em pessoas que não fumam.
Para quem mantém o hábito de fumar, o risco aumenta conforme a carga tabágica. O consumo de um maço de cigarros por dia durante 20 anos, por exemplo, eleva significativamente as chances de desenvolver o câncer de pulmão e outros problemas ligados ao tabaco. O uso de charutos, cachimbos, narguilés e cigarros eletrônicos também integra esse grupo de risco.
Quais são os principais sinais de alerta?
O câncer de pulmão costuma ser silencioso em seus estágios iniciais, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. Sintomas comuns podem ser confundidos com outras doenças respiratórias, retardando o tratamento.
Devem ser investigados casos de tosse persistente, que pode vir acompanhada de dor ou presença de sangue. Outros sinais de atenção incluem falta de ar sem esforço intenso, rouquidão, cansaço excessivo e perda de peso sem causa aparente.
A recomendação médica é que qualquer um desses sintomas que persista por mais de três semanas receba avaliação profissional para investigação diagnóstica.
Como funciona o rastreamento?
Para pessoas que fazem parte do grupo de risco, o rastreamento é fundamental para identificar alterações antes mesmo do surgimento de sintomas. Segundo o especialista Hugo Mandarino, o exame indicado é a tomografia computadorizada de tórax com baixa dose.
O procedimento é considerado o padrão-ouro para a detecção precoce e é descrito pelo INCA como um método rápido e indolor. A frequência das consultas e a necessidade do exame devem ser definidas individualmente por um médico, avaliando o histórico de cada paciente.
