Diário Local
Saúde

Brasil soma quatro casos de Febre do Nilo Ocidental com uma morte registrada em Santa Catarina

Doença confirmada em São Paulo e Santa Catarina pode passar despercebida, pois 80% das infecções não apresentam sintomas.

Por Redação Diário Local

O Brasil soma quatro casos confirmados de Febre do Nilo Ocidental em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. Os registros incluem dois casos no estado de São Paulo e dois em Santa Catarina, além de um caso provável no Piauí.

Em Santa Catarina, a Secretaria da Saúde confirmou a primeira morte relacionada à doença no estado. A vítima foi uma mulher de 77 anos, residente em Imbituba, no litoral sul. Um homem de 56 anos, de Caçador, também foi diagnosticado, mas já recebeu alta médica.

Em São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou dois novos diagnósticos nesta última segunda-feira (24). Uma paciente de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, relatou viagem recente à Amazônia e já está recuperada. A outra, de 18 anos, reside em São José do Rio Preto e permanece internada.

Como a doença é transmitida?

A Febre do Nilo Ocidental é causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos como pernilongos ou muriçocas. O ciclo de transmissão ocorre quando o mosquito pica aves infectadas, que são as principais responsáveis por manter o vírus na natureza.

O ser humano é considerado um hospedeiro acidental da doença. Isso significa que, embora possa ser infectado pela picada, o homem não desenvolve carga viral suficiente no sangue para infectar novos mosquitos e manter a cadeia de transmissão ativa.

Devido a esse ciclo, a investigação de casos humanos não se limita aos pacientes, mas estende-se ao monitoramento de aves, cavalos e mosquitos na região para entender a circulação do vírus.

Por que os sintomas podem ser confundidos?

Estima-se que cerca de 80% das infecções pelo vírus do Nilo Ocidental sejam assintomáticas, ou seja, não provocam sintomas. Quando manifestações aparecem, elas costumam ser pouco específicas, como febre, dor de cabeça, mal-estar, dores no corpo, náuseas, vômitos e manchas na pele.

Essa característica, somada à semelhança com sintomas de outras arboviroses (doenças transmitidas por artrópodes) como dengue, zika e chikungunya, pode dificultar o diagnóstico. Além disso, testes de anticorpos podem apresentar reação cruzada, dificultando a distinção entre o vírus do Nilo e outros vírus semelhantes.

Em casos mais graves, a doença pode atingir o sistema nervoso central, provocando quadros de encefalite ou meningite. Sinais de alerta incluem confusão mental, alteração de consciência, convulsões, fraqueza muscular importante e paralisia. Em qualquer situação de suspeita, deve-se procurar avaliação médica.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.