Caroço no pescoço ou na axila pode indicar linfoma; veja sinais de alerta
O aumento de gânglios linfáticos pode ser causado por infecções, mas a persistência do sintoma por semanas exige atenção médica.
Por Redação Diário Local
O surgimento de um caroço ou gânglio aumentado no pescoço, na axila ou na virilha é um dos sinais mais conhecidos de linfoma, tipo de câncer que atinge o sistema sanguíneo e linfático. No entanto, o aumento de linfonodos (conhecidos como ínguas) também pode ocorrer em processos comuns de defesa do organismo.
Os gânglios linfáticos fazem parte do sistema de defesa e podem aumentar de tamanho durante infecções ou processos inflamatórios. Quando o aumento é uma reação do sistema imunológico, a tendência é que ele diminua após o controle da causa, como uma gripe, dor de garganta ou infecção dentária.
O que diferencia o linfoma de uma inflamação?
O que diferencia a possibilidade de um linfoma é, principalmente, a persistência e o comportamento do sintoma. O sinal clássico da doença é o aumento indolor dos gânglios, especialmente nas regiões do pescoço, axilas e virilha, que permanece por mais de três a quatro semanas sem redução de tamanho ou que apresenta crescimento progressivo.
O linfoma é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, uma rede de vasos e gânglios. A doença ocorre quando os linfócitos, células responsáveis por proteger o organismo, sofrem mutações genéticas e passam a se multiplicar de forma desordenada, acumulando-se nos linfonodos, no baço e na medula óssea.
Além do aumento dos gânglios, outros sintomas sistêmicos podem acompanhar o quadro, embora não sejam exclusivos do linfoma. Entre eles estão febre persistente sem causa aparente, suor noturno intenso, perda de peso sem explicação, cansaço, coceira generalizada e sensação de pressão ou aumento do volume abdominal.
Como funciona o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico pode ser desafiador no início, pois os sintomas iniciais podem se assemelhar aos de doenças mais comuns. Por isso, observar a evolução dos sintomas e informar ao médico há quanto tempo eles estão presentes é uma ferramenta valiosa para a investigação.
Uma vez identificado, o tratamento é definido com base no subtipo do linfoma, no estágio da doença e nas condições gerais do paciente. As opções terapêuticas incluem quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, terapias-alvo e, em casos específicos, o transplante de medula óssea.
Para casos de resistência ao tratamento inicial, existem estratégias modernas como as terapias celulares (exemplo do CAR-T) e anticorpos biespecíficos. O diagnóstico precoce é essencial, pois aumenta significativamente as chances de cura e permite o uso de regimes de tratamento menos tóxicos e invasivos.
