Dermatite atópica afeta até 20% das crianças no Brasil e impacta rotina de adultos
Doença inflamatória crônica compromete o sono, a autoestima e a rotina de pacientes, segundo dados do Ministério da Saúde.
Por Redação Diário Local
A dermatite atópica atinge até 20% das crianças, 14% dos adolescentes e 3% dos adultos no Brasil. A condição é uma doença inflamatória crônica que pode comprometer o sono, a autoestima e a rotina de quem convive com os sintomas.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre os anos de 2024 e 2025, foram registrados mais de 500 mil atendimentos ambulatoriais e mais de mil atendimentos hospitalares relacionados à doença em todo o território nacional. Entre o público infantil, 7,6% apresentam a forma grave da condição, conforme protocolos de saúde pública.
A doença é caracterizada por uma resposta imunológica complexa, envolvendo fatores genéticos, alterações na barreira da pele, fatores ambientais e desregulação do sistema imunológico. O quadro costuma estar associado à chamada inflamação tipo 2, processo também relacionado a quadros de asma e rinossinusite crônica.
O que é a dermatite atópica?
Diferente de uma irritação comum, a dermatite atópica é uma condição crônica e inflamatória. Ela não deve ser confundida com uma alergia simples na pele, pois envolve mecanismos imunológicos mais profundos.
O diagnóstico e o acompanhamento adequado são fundamentais para evitar que o paciente normalize sintomas graves, como coceira diária, lesões constantes ou sangramentos. A compreensão das vias inflamatórias tem permitido o desenvolvimento de terapias mais específicas para o controle do quadro.
Como a doença afeta a rotina?
Para muitos pacientes, a dermatite atópica impõe limitações que vão além do aspecto físico. A coceira intensa pode causar sono fragmentado e insuficiente, afetando diretamente o humor, a capacidade de concentração e o desempenho em atividades acadêmicas e profissionais.
O impacto emocional também é relevante. A aparência das lesões pode gerar constrangimentos em situações sociais, levando alguns indivíduos a evitarem compromissos ou a utilizarem roupas e maquiagens para esconder as marcas na pele.
O controle efetivo da doença deve, portanto, avaliar se o paciente está conseguindo manter suas atividades de vida diária, como trabalhar e estudar, sem que a condição seja um impedimento constante.
