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Saúde

Consumo de cafeína e uso de telas podem prejudicar a qualidade do sono de brasileiros

Consumo de substâncias estimulantes e exposição à luz de dispositivos eletrônicos são fatores que interferem no descanso reparador.

Por Redação Diário Local

O consumo de substâncias estimulantes, a exposição à luz de dispositivos eletrônicos e hábitos alimentares podem comprometer a qualidade do descanso. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 72% dos brasileiros convivem com distúrbios do sono, como insônia e apneia.

A ingestão de cafeína, presente em alimentos como café, chocolate, chá-mate e tereré, é um dos principais fatores de interferência. O organismo pode levar entre três e oito horas para eliminar metade da quantidade consumida, o que exige atenção ao horário de ingestão para não prejudicar o repouso noturno.

A alimentação e a luminosidade também influenciam o ciclo biológico. Refeições volumosas ou pesadas próximas ao horário de deitar podem causar desconforto, enquanto a luz intensa — inclusive a vinda de telas de celulares e computadores — pode inibir a produção de melatonina, hormônio essencial para regular o sono.

Como melhorar a higiene do sono?

Especialistas recomendam a adoção de práticas de higiene do sono para preparar o corpo para o descanso. Entre as medidas estão a redução da intensidade das luzes à noite, o uso da cama exclusivamente para dormir e a diminuição da exposição a telas antes de deitar.

Evitar o consumo de álcool, tabaco e cafeína perto do horário de descanso também é fundamental. Embora o álcool possa facilitar o adormecimento inicial, ele prejudica a qualidade do sono, impedindo que o descanso seja reparador.

Além disso, recomenda-se concentrar refeições mais pesadas no café da manhã ou no almoço, evitando excessos durante a noite para prevenir desconfortos digestivos que interrompam o sono.

Quando buscar ajuda profissional?

Dificuldades frequentes para dormir, como despertares constantes ou sensação de cansaço mesmo após horas na cama, devem ser investigadas. Casos de pensamentos acelerados e ansiedade também podem ser causas subjacentes ao problema.

A orientação é procurar avaliação médica e, se necessário, acompanhamento psicológico para identificar a raiz do distúrbio e definir o tratamento adequado, que pode incluir mudanças de rotina, suplementação ou uso de medicamentos sob prescrição.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.