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Saúde

Inteligência Artificial detecta problemas cardíacos anos antes de sintomas aparecerem

Ferramenta de inteligência artificial consegue identificar riscos de insuficiência cardíaca e infarto por meio de exames de eletrocardiograma.

Por Redação Diário Local

O uso de Inteligência Artificial (IA) está permitindo a identificação de sinais de doenças cardiovasculares em exames e dados de saúde muito antes do surgimento de sintomas tradicionais, como dor no peito ou falta de ar. A tecnologia consegue prever riscos de problemas no coração anos antes de eles se manifestarem clinicamente.

Em teste realizado com 67 mil pacientes nos Estados Unidos, uma ferramenta de IA identificou até 81% dos casos de insuficiência cardíaca e 90% das doenças de válvulas que poderiam passar despercebidas por métodos convencionais. A ferramenta utiliza dados de eletrocardiogramas comuns para extrair informações que o olho humano não consegue visualizar, realizando o processamento em menos de dois segundos.

A ferramenta Queen of Hearts, desenvolvida pela Powerful Medical, recebeu aprovação da agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) no dia 15 para identificar sinais de síndrome coronariana aguda, o que inclui o infarto. Segundo especialistas, a tecnologia tem potencial para acelerar diagnósticos em setores de emergência.

O que muda no diagnóstico de doenças cardíacas?

A expectativa para os próximos cinco a dez anos é que doenças como a das artérias coronárias — que podem acumular placas de gordura — sejam tratadas de forma diferente devido ao reconhecimento precoce do risco. Atualmente, a avaliação de risco já utiliza dados como pressão arterial, colesterol, diabetes e histórico familiar.

Outros exames, como a dosagem da lipoproteína(a) e o escore de cálcio via tomografia, também são utilizados para decidir quando intensificar a prevenção de doenças que afetam as artérias do coração.

Avanço no tratamento de AVC isquêmico

Além da IA, novas opções de medicamentos trazem mudanças no tratamento de emergência, como o uso da tenecteplase (TNK) para casos de AVC isquêmico. O medicamento, que foi incorporado no Hospital Unimed Vitória, é um trombolítico que dissolve o coágulo responsável pela obstrução da circulação sanguínea no cérebro.

A principal vantagem da tenecteplase em relação ao tratamento tradicional, como a alteplase, é a rapidez e praticidade. Enquanto o método antigo exige administração contínua por cerca de uma hora via bomba de infusão, a nova medicação é aplicada em uma única injeção intravenosa que dura cerca de cinco a 10 segundos.

O uso da medicação é indicado exclusivamente para casos de AVC isquêmico agudo, desde que o paciente chegue ao hospital em até 4h30 após o início dos primeiros sintomas. O AVC isquêmico é o tipo mais comum de acidente vascular cerebral, representando cerca de 85% dos casos.

Dados e projeções para o futuro

O impacto das doenças cardiovasculares é alto: o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia registrou 294 mil mortes por essas causas no Brasil este ano. A média é de 1.100 mortes por dia no país.

De acordo com dados do Global Burden of Disease (GBD), a projeção é de que o número de pessoas vivendo com doenças cardiovasculares cresça 90% entre 2025 e 2050, acompanhado por um aumento de 73,4% nas mortes relacionadas ao tema naquele período.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.