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Saúde

Preocupação com microplásticos impulsiona busca por tecidos naturais em vez de sintéticos

Consumidores evitam poliéster e nylon para reduzir exposição a microplásticos, embora ciência ainda busque comprovação de riscos à saúde.

Por Redação Diário Local

A preocupação com os efeitos dos tecidos sintéticos sobre a saúde tem redesenhado o consumo de vestuário. O receio de exposição aos microplásticos — partículas minúsculas que podem se soltar das roupas com o movimento e com as lavagens — impulsiona a busca por fibras naturais em substituição ao nylon, acrílico e poliéster.

Embora o movimento seja crescente, especialistas apontam que a rejeição é motivada mais por uma tendência de comportamento e pela cultura do bem-estar do que por evidências científicas conclusivas. Atualmente, a ciência ainda busca estabelecer se e como essas partículas penetram no organismo através da pele.

Pesquisas preliminares já associam a presença de microplásticos no corpo humano a condições como doenças cardiovasculares, mas ainda não há comprovação de uma relação causal direta entre a ingestão ou contato e o desenvolvimento dessas enfermidades.

Por que o poliéster é tão utilizado?

Apesar da desconfiança, a indústria têxtil demonstra dificuldade em substituir o material. O poliéster sozinho representa 59% de toda a fibra têxtil produzida no mundo. Se somados todos os tecidos sintéticos, o volume chega a 69%, segundo dados da Textile Exchange.

A versatilidade do sintético é um fator determinante para o setor. A maleabilidade e a capacidade de entregar caimento, transparência e estrutura permitem o desenvolvimento de peças com formas esculturais e alto desempenho técnico, características que nem sempre são alcançadas por fibras naturais.

Essa dependência atravessa diferentes camadas do mercado, indo desde as redes de fast fashion, que utilizam o material para manter custos baixos, até grandes grifes de luxo que dependem das propriedades técnicas da fibra.

O impacto no comportamento do consumidor

A fuga do poliéster também é influenciada por fatores sociais e climáticos. O aumento das temperaturas e a busca por distinção social — com fibras como algodão, lã e cashmere sendo percebidas como itens de maior valor — também moldam as escolhas.

O mercado tem respondido a essa demanda com novas estratégias de marketing. Termos como "clean" e "não tóxico" têm sido utilizados para atrair quem busca um estilo de vida mais saudável, seguindo uma lógica de associar a compra a um benefício direto para o consumidor.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.