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Saúde

Ator Pablo Sanábio relata descoberta de tumor cerebral após episódios de confusão mental e convulsão

Relato do ator detalha sintomas como perda de memória e convulsões; pesquisa aponta demora no diagnóstico de gliomas.

Por Redação Diário Local

O ator Pablo Sanábio, de 44 anos, relatou como episódios de confusão mental e uma convulsão levaram ao diagnóstico de glioma, um tipo de tumor cerebral. O relato ocorreu durante a comemoração de 50 anos do grupo farmacêutico Servier do Brasil, no Rio de Janeiro.

Segundo o ator, os primeiros sinais ocorreram em 2024, quando ele percebeu dificuldade para compreender o conteúdo de mensagens de texto que digitava. Após esse episódio, ele passou a apresentar esquecimentos e confusão mental, culminando em uma convulsão que o levou ao hospital.

Após exames de imagem e uma cirurgia para investigar a lesão, o resultado da biópsia confirmou o glioma cerca de 10 dias depois. O diagnóstico exigiu o início de tratamentos com quimioterapia e radioterapia. Sanábio destacou que a recuperação permitiu seu retorno às atividades profissionais, como a gravação de uma novela.

O que é o glioma cerebral?

A neuro-oncologista Caroline Chaul, do Hospital Sírio-Libanês, explica que os gliomas representam a maioria dos tumores primários que se desenvolvem no sistema nervoso central, originando-se nas células gliais. Apesar de serem o tipo mais comum de tumor cerebral primário, a doença é considerada rara, correspondendo a entre 1% e 2% de todos os tumores registrados.

A especialista ressalta que a doença costuma afetar pacientes jovens, em torno de 36 a 40 anos. Os sintomas podem variar conforme a região do cérebro atingida, incluindo dores de cabeça intensas, náuseas, alterações na fala, memória, comportamento, além de dificuldades de coordenação e equilíbrio.

A ressonância magnética é apontada como o principal exame para a identificação da lesão. Após a detecção, a análise do tecido e do perfil molecular auxilia na definição do tratamento, que pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou terapia-alvo.

Desafios no diagnóstico e impacto na vida do paciente

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Oncoguia, em parceria com a Servier do Brasil, mapeou a jornada de 23 pacientes com glioma de baixo grau. Os dados indicam que o processo de diagnóstico pode ser demorado: 20% dos entrevistados levaram mais de um ano entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença, enquanto 45% demoraram entre três meses e um ano.

A presidente da organização, Luciana Holtz, observa que cerca de 40% dos pacientes saíram da primeira consulta sem clareza sobre sua condição. A demora pode ocorrer devido à sutileza dos sintomas, que por vezes são confundidos com questões psicológicas, como a síndrome do pânico, antes da confirmação médica.

O impacto da doença também é refletido na vida profissional e financeira. De acordo com a pesquisa, 65% dos pacientes precisaram reduzir a carga horária ou se afastar do trabalho. Além disso, muitos relataram custos extras com consultas e exames particulares durante a busca pela confirmação diagnóstica.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.