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Ciência

Entenda a ciência por trás do 'fantasminha voador': como o calor faz o papel subir

Fenômenos como o ciclo de convecção e a redução de massa explicam por que o papel de guardanapo decola após ser aquecido

Por Redação Diário Local

A tendência do "fantasminha voador", que tem viralizado nas redes sociais, é explicada pela combinação de dois fenômenos físicos: o ciclo de convecção do ar e a redução do peso do papel. O experimento consiste em queimar um pedaço de papel leve para que ele suba e flutue, criando um efeito de voo após o contato com a chama.

O fenômeno ocorre porque a chama aquece o ar ao redor e dentro da estrutura de papel. Como o ar quente é menos denso que o ar frio, suas moléculas se agitam e se afastam, fazendo o gás se expandir. Esse ar aquecido sobe, gerando um fluxo de baixa pressão embaixo dele, enquanto o ar frio ocupa o espaço deixado.

Esse movimento cria uma força chamada empuxo, que atua de baixo para cima. Segundo o professor de Física Fred Zenorini, autor de "Física no Fusca", essa força vence a força-peso do objeto, permitindo que ele suba. O processo contínuo desse movimento é o que forma a chamada corrente de convecção.

Além do fator térmico, a perda de massa durante a combustão é essencial para o sucesso do efeito. Durante a queima, a celulose do papel é transformada em gás carbônico e vapor d'água, que se dissipam no ambiente. Esse processo faz com que o material fique cada vez mais leve enquanto queima.

Para o autor de Física do Sistema de Ensino pH, Caio Brito, o voo é o resultado da junção desses dois efeitos. Ele explica que, sem a perda de massa provocada pela combustão, a corrente de ar ascendente poderia não ter força suficiente para fazer o papel decolar.

Como realizar o experimento de forma segura?

Para reproduzir a atividade, o primeiro passo é escolher o tipo correto de papel. O professor de Física Acauan Figueiredo, do Curso Anglo, explica que o material deve ser o mais leve possível, mas não tão fino que queime rápido demais. Se a queima for muito veloz, não haverá tempo para aquecer o ar o suficiente.

Como sugestão de materiais, é possível utilizar papel higiênico, separando as camadas para que fique mais fino, ou até mesmo o saquinho de um chá (desde que sem o conteúdo interno). Para iniciar o processo, recomenda-se o uso de um prato de porcelana como base para o papel.

A queima deve ser feita com um isqueiro, concentrando a chama na ponta superior do "fantasminha". O uso desses materiais requer atenção redobrada por envolver o uso de fogo e materiais em combustão.

Quais os cuidados principais?

Devido ao risco de incêndio, especialistas orientam que o experimento seja realizado em ambientes sem vento, para evitar que o papel mude de rota inesperadamente. É fundamental manter distância de cortinas, enfeites pendurados na parede ou qualquer outro material inflamável.

A segurança deve vir em primeiro lugar, especialmente com o público infantil. As recomendações indicam que crianças não devem reproduzir o experimento sozinhas e que adultos devem monitorar todo o processo de perto.

O objetivo é garantir que a diversão não se transforme em um acidente doméstico. O controle do ambiente e a escolha de uma base estável, como o prato de porcelana, são passos cruciais para a execução da prática física.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.