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Meta implementará modo escolar e proibição de filtros de beleza para adolescentes no Instagram

Acordo nos EUA prevê limite de uso diário, verificação de idade e restrições de conteúdo para proteger menores de 18 anos.

Por Redação Diário Local

A Meta, empresa que controla o Facebook e o Instagram, comprometeu-se a realizar mudanças estruturais em suas redes sociais para proteger usuários adolescentes e crianças. As medidas incluem a implementação de um 'modo escolar', a proibição de filtros de beleza que alteram traços faciais e a imposição de limites de tempo de uso.

O anúncio ocorre após a companhia firmar um acordo para encerrar uma ação judicial movida por 29 estados americanos. A denúncia questionava o design das plataformas, que seria nocivo e viciante para menores. Como parte do pacto, a Meta pagará multas que somam US$ 16,68 bilhões, embora a empresa não admita culpa e afirme que o movimento visa a conciliação.

O que muda para os adolescentes?

As alterações visam o público de 13 a 17 anos e o bloqueio de crianças menores de 13 anos. Entre as principais mudanças, está o 'modo escolar', que desativará notificações push de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h. Para o uso noturno, haverá uma restrição padrão entre meia-noite e 6h da manhã.

O tempo de uso diário terá um limite de duas horas, podendo ser reduzido para 60 minutos futuramente. Além disso, a Meta proibirá a aplicação de filtros de beleza e efeitos de realidade aumentada que esculpam ou idealizem traços faciais de forma irrealista. A plataforma também contará com avisos automáticos de 'pausas produtivas' após períodos de navegação contínua.

Outras medidas incluem a desativação do contador de curtidas ('likes') por padrão e a oferta de uma linha do tempo em ordem cronológica para os jovens. A empresa também facilitará o caminho para que os usuários desativem a reprodução automática de vídeos ('autoplay').

Segurança e supervisão parental

Para garantir que as restrições funcionem, a Meta adotará um sistema de verificação de idade obrigatória, que será testado anualmente por entidades independentes. A companhia também utilizará novos modelos de inteligência artificial para detectar e remover perfis de menores de 13 anos.

A privacidade dos dados de verificação será reforçada, com a promessa de apagar as informações imediatamente após a identificação da idade, proibindo seu uso para fins de marketing. No âmbito da supervisão, os pais ou responsáveis receberão relatórios sobre o tempo de uso, conexões e alertas sobre pesquisas relacionadas a temas sensíveis, como automutilação e distúrbios alimentares.

Sobre a atuação no Brasil, a Meta informou que já utiliza as 'contas de adolescentes', que impõem restrições de conteúdo e mecanismos de controle parental. A empresa afirmou que acompanhará o funcionamento das novas regras nos Estados Unidos para dialogar com outros governos sobre experiências adequadas para jovens.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.