Consumo de energia da inteligência artificial deve quadruplicar até 2030
Expansão da infraestrutura física para sustentar a IA deve impulsionar investimentos em países que dominam a cadeia de semicondutores
Por Redação Diário Local
O consumo de energia destinado à inteligência artificial (IA) deve quadruplicar até 2030, de acordo com projeções da Agência Internacional de Energia (IEA). A expectativa decorre da rápida expansão da infraestrutura física necessária para sustentar a tecnologia, o que deve impulsionar investimentos em países e empresas que controlam a cadeia produtiva.
As informações foram apresentadas pela economista-chefe da Apex, Bettina Roriz, durante a Tech Conference, evento realizado nesta quarta-feira (22) na Fucape Business School, em Vitória. Segundo a especialista, o debate sobre o setor não se limita mais apenas a modelos de linguagem ou aplicações digitais, mas atingiu a infraestrutura de concreto e silício.
A demanda global por chips de memória já apresenta um desequilíbrio, superando a capacidade de produção atual entre 20% e 30%. Esse movimento direciona recursos para mercados na Ásia, que detêm parte importante da infraestrutura do setor.
Como funciona a divisão da produção tecnológica?
Embora os Estados Unidos sejam vistos como líderes, nenhum país domina sozinho toda a cadeia produtiva da inteligência artificial. A Holanda ocupa uma posição estratégica na infraestrutura física, enquanto Taiwan e Coreia do Sul concentram a maior parte da produção de semicondutores e componentes essenciais.
Em Taiwan, o crescimento de lucro projetado para 2026 é de 34%. Já na Coreia do Sul, a estimativa de crescimento chega a 220%, impulsionada justamente pela fabricação de chips e outros componentes fundamentais para o funcionamento da IA.
Qual o ritmo de adoção da tecnologia?
A aplicação prática da inteligência artificial apresenta ritmos distintos entre as potências mundiais. Na China, mais de 50% das empresas já utilizam a tecnologia em suas operações, e outros 27% planejam a implementação nos próximos dois anos.
Em comparação, a adoção nos Estados Unidos está próxima de 20%. Os dados reforçam que, apesar de muitas das empresas mais conhecidas terem sede norte-americana, a Ásia assume protagonismo tanto na infraestrutura quanto na aplicação cotidiana da tecnologia.
O evento Tech Conference debateu o papel da tecnologia como estratégia para impulsionar a competitividade das empresas. O encontro reuniu empresários e especialistas para discutir temas como transformação digital, inovação e análise de dados.
Além de inteligência artificial, a programação abordou o impacto das proptechs no mercado imobiliário e tendências de negócios. Também foram apresentados dados sobre o setor de tecnologia no Espírito Santo durante as discussões em Vitória.
