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Tecnologia

Pesquisa indica que 98,7% das maiores empresas nos EUA já sofreram crimes eletrônicos

Estudo com as 500 maiores corporações americanas revela que a maioria já foi vítima de ataques por computador.

Por Redação Diário Local

Uma pesquisa realizada com grandes empresas nos Estados Unidos revelou que 98,7% das corporações que responderam ao levantamento já foram vítimas de crimes cometidos por computador. O estudo foi direcionado às 500 maiores companhias do país, das quais 150 enviaram respostas oficiais.

Os dados indicam que a criminalidade digital é uma constante e de grande escala para esses grupos econômicos. Entre as organizações que participaram do estudo, 148 confirmaram já terem sofrido ataques virtuais de forma direta.

O levantamento também destaca a recorrência desses delitos. De acordo com os números apurados, 43,3% das empresas respondentes afirmaram ter sido alvo de crimes eletrônicos em mais de 25 ocasiões.

O cenário expõe um contraste entre a velocidade da tecnologia e a agilidade dos sistemas de justiça. Enquanto transferências bancárias internacionais podem ocorrer em milésimos de segundo, processos burocráticos entre autoridades ainda dependem de métodos tradicionais.

Quais os desafios para a justiça?

A natureza globalizada e virtual dos ataques levanta questionamentos complexos sobre a competência para investigar e julgar tais casos. Como os crimes podem ser iniciados de qualquer lugar do planeta, surgem dúvidas sobre qual autoridade ou jurisdição deve atuar.

A criminalidade digital desafia o sistema jurídico atual, que muitas vezes ainda opera sob conceitos de fronteiras físicas e territoriais. A rapidez com que a informação circula dificulta a definição de qual juiz ou estado é responsável por um crime iniciado do outro lado do mundo.

Diante dessa realidade, especialistas apontam para a necessidade de rever termos como autoridade, competência e circunscrição. O objetivo seria adaptar as instituições para uma era em que a eletrônica conecta o globo de forma instantânea.

O impasse entre a velocidade dos "bits" e a lentidão de mecanismos como cartas precatórias e ofícios entre delegacias coloca em xeque a eficiência do combate ao crime tecnológico. A atualização dos marcos legais é vista como um passo necessário para acompanhar a evolução digital.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.