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Cuba pede ajuda à ONU para encerrar embargo econômico imposto pelos Estados Unidos

Embaixador cubano no Brasil afirma que nova resolução será discutida na Assembleia Geral da ONU para combater o bloqueio econômico.

Por Redação Diário Local

Cuba buscará apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) para solicitar o fim do embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos. O pedido será formalizado por meio de uma nova resolução que deve ser apresentada e discutida na Assembleia Geral da organização nos dias 27 e 28 de outubro (2026).

O embaixador cubano no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, informou que a iniciativa visa combater o que o governo de Havana classifica como um "castigo coletivo". Segundo o diplomata, o texto busca expressar a vontade da maioria dos Estados contra a política norte-americana.

A medida ocorre em um momento de aumento nas pressões de Washington, após o retorno de Donald Trump à Casa Branca. O governo cubano argumenta que o cerco econômico tem agravado a crise interna, dificultando a modernização do país e contribuindo para problemas como apagões prolongados e falhas no sistema elétrico.

O embargo econômico é aplicado pelos Estados Unidos desde 1962, no contexto da Guerra Fria, após a aproximação de Cuba com a União Soviética. As restrições limitam o acesso da ilha ao mercado internacional e alcançam empresas, bancos e pessoas estrangeiras que possuam vínculos com o país caribenho.

Esta será a 34ª vez que Cuba apresenta esse pedido na Assembleia Geral da ONU. Historicamente, todas as resoluções desse tipo foram aprovadas pela maioria dos membros da organização. No último ano, por exemplo, a resolução foi adotada por 187 países, enquanto apenas Estados Unidos e Israel votaram contra, com a abstenção da Ucrânia.

Apesar do apoio massivo, o embaixador Victor Manuel Cairo Palomo ressaltou que as decisões da Assembleia Geral não possuem caráter obrigatório. Somente as resoluções adotadas pelo Conselho de Segurança da ONU têm peso jurídico para impor o cumprimento das medidas aos países membros.

Por essa razão, o embargo norte-americano permanece em vigor, mesmo com a aprovação recorrente de resoluções pela ONU desde 1992. O diplomata defende, no entanto, que a iniciativa possui um importante peso simbólico e político para tentar mudar a postura de Washington.

Para o embaixador, a Assembleia Geral é um espaço fundamental para que a comunidade internacional manifeste sua posição ética e moral contra as medidas impostas à ilha. Segundo o representante, a maioria dos Estados utiliza o fórum para expressar oposição a essas políticas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.