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eBay fecha acordo de US$ 50 milhões após jornalistas serem alvo de ameaças com insetos vivos

Acordo indeniza fundadores de boletim de e-commerce que receberam baratas, aranhas e outros itens de ameaça em casa.

Por Redação Diário Local

A empresa de e-commerce eBay firmou um acordo milionário para indenizar os jornalistas David e Ina Steiner, fundadores do boletim EcommerceBytes, após serem vítimas de uma campanha de perseguição realizada por ex-funcionários da plataforma. O montante total do acordo é de quase US$ 50 milhões e será destinado ao casal e a entidades de defesa da liberdade de imprensa.

O caso ocorreu em Massachusetts, nos Estados Unidos. O assédio contra os jornalistas teve início com mensagens intimidadoras e ameaças virtuais, motivadas pela cobertura jornalística que o casal realizava sobre as operações de negócios da empresa.

A perseguição evoluiu para métodos de terror psicológico com entregas anônimas na residência das vítimas. Entre os itens enviados pelos agressores estavam baratas e aranhas vivas, uma máscara de porco com sangue e livros sobre o luto.

O grupo também realizou ações contra o entorno das vítimas, enviando revistas adultas para os vizinhos dos jornalistas. De acordo com as investigações, os envolvidos ainda planejavam instalar um dispositivo de rastreamento no carro do casal.

Como foi a responsabilização judicial?

A campanha coordenada de perseguição levou a Justiça a denunciar sete ex-funcionários do eBay. A maioria dos acusados declarou-se culpada e recebeu penas que variam entre prisão e regime domiciliar.

No âmbito criminal, a própria empresa eBay pagou uma penalidade de US$ 3 milhões. Já a disputa atual, ocorrida na esfera cível, resultou no pagamento de US$ 48,7 milhões diretamente aos fundadores do EcommerceBytes.

O valor final da indenização é composto por repasses da plataforma e contribuições pessoais de ex-executivos da companhia. Além do pagamento ao casal, o acordo prevê a doação de US$ 7 milhões para instituições de caridade.

As doações serão direcionadas a organizações que defendem a Primeira Emenda e a liberdade de imprensa. Como o acordo não prevê cláusulas de confidencialidade, os jornalistas estão autorizados a relatar os detalhes do ocorrido publicamente.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.